quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dezessete (17)

Dezessete é a nossa diferença

A tua metade e o meu dobro

Dezessete são os anos que vivi

E viverei sem ti

Dezessete são os pensamentos

Que dentre vinte meus são dirigidos a ti

São dezessete horas

E por dezessete vezes não estás aqui

Dezessete são as facas que me dilaceram

Dezessete são as nossas diferenças

Dezessete são as vezes

Que vivestes mais que eu

Em meus escassos e desvirtuados

Dezessete anos

Dezessete são os erros que te perdoarei,

Não mais.

Dezessete são os diferentes modos em que te amo

Dezessete foram as vezes em que nos encontramos

Dezessete são os anos que te amarei

E levarei até te esquecer

Até que nada mais reste, de mim.

Dezessete são as vezes

Que morreria por ti, se me pedisses.

Mas nosso amor não foi para tanto...

Já jaz agora nas lembranças dos meus frescos dezessete anos...



a JPNSC

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

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