sábado, 31 de dezembro de 2011

Aprenda a se valorizar

A dinâmica da interação social é um das habilidades mais necessárias à vida humana e das mais difíceis de se compreender. Para de certa forma disciplinar e harmonizar essas relações criou-se a disciplina chamada "Etiqueta". Porém suas regras são desconhecidas pela maioria das pessoas ou mesmo redundantemente ignoradas pelos que as conhecem.

Especialmente nas relações amorosas, nem sempre as devidas regras de Etiqueta, tão necessárias, são seguidas. E muitas pessoas pelas quais temos carinho, amizade ou consideração às vezes se comportam conosco de uma forma que, num primeiro momento, parece inexplicável e a respeito da qual gostamos de nos enganar e iludir.


A forma mais comum de pecado contra a etiqueta e as boas relações entre duas pessoas é o marcar um compromisso e não comparecer, ato conhecido popularmente como "dar furo" ou "dar bolo", o que é um grande vacilo, pois além de a pessoa assumir um compromisso e não dar as caras, ela ainda deixa a outra pessoa esperando, à toa, as vezes sozinha, às vezes por horas, quase sempre com as veias bombando de adrenalina na antecipação do encontro prometido, e ansiosamente esperado.


Antigamente esses "desencontros" eram muito mais comuns. Não existiam telefones celulares, não havia como avisar sobre um imprevisto de última hora, e era bastante corriqueiro a pessoa levar bolo e apenas dias depois descobrir que seu "date" tinha sofrido um acidente ou perdido o último ônibus. Quando somos mais jovens até toleramos esses vacilos de nossos amigos, que enquanto adolescentes são "quebrados" e dependem do transporte público. Antigamente, antes da existência dos GPS's e mapas on-line, até compreendíamos esses desencontros pois podíamos marcar encontro num lugar e a pessoa até poderia ir e não encontrar o local exato, voltando frustrada para casa.


Hoje, com o avanço da tecnologia os vacilões que dão bolo nos outros estão ficando cada vez com menor facilidade de inventar desculpas esfarrapadas para sua falta de consideração e de responsabilidade com o compromisso assumido.


Porém, as mulheres especialmente, sempre tentam consigo encontrar alguma explicação do pq "levaram bolo", tentando encontrar alguma justificativa para o furão mesmo que o próprio não se manifeste. Gostamos de pensar "ah, ele fez isso mas não foi por querer, tenho certeza que deve ter acontecido alguma coisa" e nos apressamos a perdoar, especialmente quando temos carinho além de uma simples amizade em relação à pessoa.


Mulheres costumam não se valorizar, se rebaixar, correm ansiosamente atrás de seus interesses românticos tentando com sua dedicação conseguir a atenção e o amor que tão desesperadamente procuram. Essa postura, a da mulher carente e grudenta que simplesmente não consegue ver a realidade nua diante de seus olhos, é desvendada no livro e posterior filme "He's just not that into you", ou "Ele simplesmente não estão tão a fim assim de vc".


Não precisei ler o livro nem ver o filme para compreender a mensagem simples e cristalina que ele tem a nos dar: se um cara não age da forma como vcs combinaram, se ele marca e não aparece, se ele diz que vai ligar e não liga, por mais que as mulheres procurem milhares de subterfúgios para não ver a realidade, ela é muito simples: ele simplesmente não estão tão a fim de vc como vc está a fim dele. Vc está aí preocupada pensando nele e ele simplesmente está se lixando para vc. Cagando e andando. Não está nem aí. Não tem a menor consideração por vc, seja como amiga, seja como parceira romântica.


Chega uma hora na vida de toda mulher em que ela tem que decidir se vai continuar a perder seu tempo com moleques que se comportam eternamente como adolescentes ou se ela vai passar a se valorizar e só "dar bola", "trela" ou "mole" para quem realmente merece seu tempo e sua atenção.


A diferença básica entre um moleque e um homem é a responsabilidade. O Homem, com H maiúsculo, tem Palavra, com P maiúsculo. O Homem fala e faz, é "firmeza". O moleque fala, fala, fala e na hora... amarela, refuga, titubeia, que nem um frangote, é "moleza". Sua palavra não é reta, ela faz curva, a depender da direção do vento e do "humor" do momento.


Não estou dizendo que as mulheres devem ser carrascas na base do vacilou, rodou. De forma nenhuma, devemos dar uma segunda chance. Não uma terceira. A regra é simples.


Vacilo número um - Vc marca e a pessoa não aparece. Tudo bem, pode ter acontecido alguma coisa. Vc fez sua parte, se a pessoa não apareceu, o problema é dela.


Vacilo número dois - Vc marca e a pessoa não aparece, de novo. Aí, sinceramente, não "aconteceu alguma coisa". Foi falta de respeito mesmo. Agora o problema não é mais da pessoa, é seu, pois vc deu uma segunda chance para uma pessoa que não merecia. Aprenda a lição.


Vacilo número três - Sinceramente, vc é uma pessoa que não tem amor próprio, não só o vacilão não tem consideração com vc, como vc própria não se respeita. Caso vc marque de novo com essa pessoa, sinceramente, vc é uma idiota que procura relacionamentos disfuncionais que só te trarão infelicidade. Tome vergonha na cara. Ou pare de reclamar.


Se alguém vacila com vc uma vez, tudo bem dê uma segunda chance. Se a mesma pessoa vacila consecutivamente com vc uma segunda vez, vc precisa tomar uma atitude. Pois se uma coisa acontece uma vez pode nunca se repetir. Agora se uma coisa acontece duas vezes, seguramente ela se repetirá uma terceira, e se vc der chance para isso a culpada é vc.


Aprenda a se valorizar, não perca seu tempo com os caras errados. E para saber a diferença, é muito simples: o cara que vale a pena te valoriza, é "firmeza", diz que vai e vai, diz que liga e liga. O cara errado é "moleza": diz que vai e não vai, diz que liga e não liga. E se ele age assim, não perca seu tempo sofrendo nem pensando a respeito dele: ele simplesmente não está a fim de vc, pois se estivesse teria consideração e respeito por vc e pela palavra empenhada. Vc passará melhor sem ele.


He's just not that into you

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