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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bloggar ampliou os sentidos da minha vida

Uma das características definidoras do ser humano é nossa insaciável sede por "mais". Nunca nos consideramos felizes, realizados, completos. Nada nos basta. Diferentemente dos animais, contentes com a barriga cheia, "a gente não quer só comida", mas tb bebida, arte, diversão balé, cinema, um (ou vários) "grande amor", filhos, emprego estável, viagens, roupas bonitas, perfumes, carro do ano e a tão comentada "felicidade".

E sempre achamos q todos os outros são muito mais felizes q nós. Sentimos q se falharmos em apenas um item dos q aparentemente são necessários para uma "satisfatória" vida burguesa, somos completos fracassados. Nos comparamos aos outros. E a cada foto de nossos amigos sorridentes na Europa ou na Polinésia, nos sentimos um pouco pior, como se estivéssemos "ficando para trás" e deixando de "aproveitar a vida" q todos os outros parecem "curtir adoidado", menos nós.

A melancolia nascida do marasmo do cotidiano nos deixa a impressão de q não estamos "vivendo", mas apenas vendo o tempo passar, e perdendo inúmeras oportunidades q jamais voltarão.

Não percebemos q na mesma medida q "invejamos" as fotos de um amigo cercado por seus filhos, do outro lado da tela este mesmo amigo inveja nossas fotos sozinhas. Nós invejamos sua vida familiar enquanto ele inveja nossa vida despreocupada. E assim retroalimentamos nossa frustração coletiva...

Sábios são os versos de Renato Russo: "Digam o que disserem / O mal do século é a solidão", às vezes parece q nossas "vidas virtuais" apenas servem para aumentar nossa tristeza e depressão. Comparamos nossas vidas, e temos pena de nós mesmos, nos sentimos girando em falso enquanto os outros progridem, rumo ao sucesso q nunca teremos verve para pleitear. Vemos os outros tomando corajosamente posse da vida q gostaríamos de ter, mas q não tivemos coragem suficiente para correr atrás. Os outros recebendo medalhas na Olimpíada q arranjamos alguma desculpa para não ir.

E é neste momento q devemos fazer uma escolha. Se vamos deixar "os caminhos da vida" colocarem cabresto nos nossos sonhos. Se vamos escolher "não escolher", mas "deixar a vida nos levar" e permitir q as circunstâncias nos encaminhem pelas trilhas corriqueiras, fáceis e bem iluminadas, q não nos apresentam desafios, nem conquistas. Ou não.

Foi num desses momentos, em q sentia simplesmente "deixar-me levar" pelos acontecimentos, e vendo o quanto o simplesmente "trabalhar" me deprimia, percebi q eu PRECISAVA fazer "mais alguma coisa", algo q simplesmente me desse "prazer", alegria, "distração", algo q "ocupasse meu tempo" e me trouxesse a sensação de estar contribuindo, construindo alguma coisa. Realização q, sinto, nunca encontrarei em meus alunos...

Eu já tinha um blog, e vendo q ele me trazia essa "satisfação" q eu tanto procurava, perguntei-me pq não criar mais blogs. E assim, me perguntando qual seria o "mote" do meu novo blog, "inventei" um: tirar fotos de flores. Agora eu tinha um bom motivo pra sair de casa: registrar no meu "Inventário de Flores Urbanas" toda a belíssima flora gratuitamente posta diante de meus olhos. E, com isso, meu cotidiano ganhou toda uma nova cor, e minha existência ganhou mais um propósito. Link: http://inventariodefloresurbanas.blogspot.com.br/

Mas ainda me restavam centenas de horas vazias, q eu gastava sem propósito, assistindo inúteis e inúmeros programas de TV. Percebi q havia outro aspecto da minha vida sobre o qual poderia blogar: minhas habilidades artesanais. Desde criança sempre gostei de trabalhos manuais, e fazê-los sempre me trouxe satisfação. Já tinha dezenas de peças únicas, exclusivas, feitas com minhas próprias mãos, e percebi q valia, sim, a pena publicá-las.

E, ao indexar minhas artes prontas, me senti estimulava a fazer mais delas. Aprendi a tecer em tear e comecei a fazer cachecóis. Conforme eles foram se acumulando, percebi q poderia presenteá-los às pessoas de minha estima. Poderia, com minhas mãos, confeccionar coisas bonitas, únicas e exclusivas. E, ao dá-las de presente, não só me sentia útil, como entregava aos outros em forma de arte um pouco de meu carinho por eles. E essa sensação acrescida do "orgulho" de exibir minhas peças na internet, e vê-las elogiadas. Assim nasceu o blog "Tessituras de Penélope" e adicionei "artesã" à minha descrição pessoal. Link: http://tessiturasdepenelope.blogspot.com.br/

Recentemente, vendo outro aspecto em q eu era em algum grau "boa", e sobre o qual tb poderia bloggar, criei 2 blogs "espelho": um em inglês, outro idêntico em português, para divulgar minhas receitas. E assim nasceram os blogs "Easy Foodie" e seu gêmeo "Comidinha Simples". Eles apenas engatinham, ainda vou configurá-los e devidamente divulgá-los quando já tiverem um bom acervo de receitas para oferecer aos leitores. Links:
http://easyfoodie.blogspot.com.br/
http://comidinhasimples.blogspot.com.br/

Agora já tenho 5 blogs nos quais publico regularmente. Fazer isso me traz certa sensação de "eternidade", e de estar de alguma forma contribuindo para a indexação, organização e "upload" do analógico para o digital de coisas úteis, interessantes. Me sinto colaborando com a construção de um novo mundo de ideias, disseminando conhecimento, ajudando a "cultura" com o q tenho a contribuir: minhas reflexões, as lindas fotos da flora q me cerca, divulgar minhas peças de artesanato "oxigenando" a palheta de possibilidades de outros artesãos, dando receitas simples e deliciosas, muitas q eu mesma inventei, propiciando q outros tb possam degustá-las.

Bloggar não só ocupa as muitas horas vagas de minha vida, como adicionou propósitos a ela. Publicar as coisas q faço com prazer e esmero na internet me estimula a fazer artes ainda mais belas, inventar receitas ainda mais gostosas, procurar flores q nunca antes vi, elaborar textos sobre assuntos nunca antes publicados.

Bloggar torna minha vida muito mais rica, interessante e cheia de sentidos. Recomendo a todos ter ao menos 1 blog, um "domínio", seu pequeno "minifúndio virtual" no qual possam se expressar, se eternizar, elaborar seus pensamentos, sua visão de mundo, divulgar seus hobbies, paixões, e a beleza q vê em estar vivo.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Do Instagram

A Internet é feita de tentativa e erro. Do q "pega", vira "trendy" e ganha popularidade. Não temos, de antemão, o ponto aonde devemos chegar, as formas definitivas q as coisas devem tomar, em quais sites e aplicativos estamos investindo (pois vão durar) e em quais estamos desperdiçando nosso tempo (pois vão cair em desuso ou ser descontinuados).

Antes de 2004 a internet era muito "anônima". Era necessário individualmente procurar pelas coisas, imagens e assuntos q já eram de nosso interesse a priori. Era possível criar páginas gratuitas, blogs e fotologs, mas sua divulgação era muito precária, sendo necessário mandar os links para nossos amigos por e-mail, e contar com sua boa vontade para abrir um link sem nenhum gráfico anexo.

Com as recém-inventadas câmeras fotográficas digitais, registrávamos dezenas de fotos, e para compartilhá-las era necessário atachá-las a um e-mail, criar uma mailing list e torcer para os arquivos não excederem a capacidade de armazenamento de cada caixa de mensagem.

Quando o Orkut foi criado, em 2004, começaram as "redes sociais". Nesta época era possível dar upload a apenas 12 fotos. Com este pequeno limite trocávamos sempre as fotos, substituindo as antigas pelas novas. Com o tempo as condições de armazenamento melhoraram e possibilitaram a criação de vários álbuns, com número ilimitado de fotos.

Na transição para o Facebook, com o ocaso do Orkut, essas fotos foram transferidas. Mas ainda assim, publicar fotos de festas, amigos e familiares não supre toda a nossa necessidade de "mostrar a todos nossa visão de mundo", como se fazia num fotolog (blog composto de fotos e imagens).

Parecia meio bobo publicar no Facebook fotos aleatórias, de coisas q achávamos bonitinhas, curiosas ou interessantes. Exercitar nosso lado "fotógrafo amador".

Para preencher este vácuo surgiu o Instagram. Simples e fácil, integrado ao Facebook, Twitter, Foursquare e outras redes sociais. Oferecia um formato quadrado inovador, filtros e recursos "desencanados" para "dar uma mexidinha" nas fotos para q tivessem aparência "mais artística". Sucesso global imediato. Na sua esteira surgiram dezenas de apps complementares, q ofereciam outros filtros, distorções, sombras, molduras, colagens, adição de textos e geração de hashtags para maior número de "likes" e melhor publicidade para nossos instantâneos.

Agora, não somente era possível ver uma coisa legalzinha, tirar uma foto e mostrar pros amigos, mas tb divulgar isso globalmente, interagir com pessoas de todos os continentes, e tb criar uma certa forma de "narrativa pictórica" do nosso cotidiano.

Comecei a usar e logo caí na primeira tentação de um instagrammer, ou iger: fotos de comida. Um amigo querido já me perguntou pessoalmente, com toda a sinceridade e nenhuma maldade "pq as pessoas ficam tirando foto de comida???"

Respondi-lhe q há 2 "vertentes" nessas fotos culinárias. A primeira se a pessoa está num restaurante: é justamente se "exibir", mostrar para todo mundo q sai e paga por comidas caras e bonitas. A segunda, se foi a própria pessoa q cozinhou, tb é de se exibir, mas de outra forma: mostrar um saber, uma coisa legal q é capaz de fazer, dar uma opção de refeição q seus amigos serão capazes de reproduzir em casa. Mas em ambas as vertentes, fica subjacente à foto o pensamento "olha a coisa linda q estou prestes a destruir!". De certa forma imortalizando uma arte efêmera.

Mas não só de fotos de comida é feito o Instagram. Acompanho mais de 2 centenas de pessoas e aos poucos percebi q alguns temas gerais do usuário do Instagram vão se delineando. E como ao acompanhar esses feeds era possível ter uma idéia da "visão de mundo" de cada um, as coisas q enxerga diante de si, o q considera bonito, o q vale registrar, o q deseja imortalizar, do q tem orgulho e quer mostrar. Era possível, vendo o Instagram das pessoas, ter um certo "inside view" do q cada um enxerga no mundo, da leitura particular q cada um faz de seu cotidiano.

A seguir listarei alguns desses perfis gerais, a partir de minha observação particular do uso q as pessoas q sigo fazem do Instagram. Obviamente, como tudo q envolve humanos, essas classificações não são estanques. Nada impede alguém com o perfil "eu sou meu mundo inteiro" de postar uma causa caritativa, ou alguém com o perfil "tabacaria" postar uma foto no estilo "onde está Wally".

Divirtam-se!

1 - Diário virtual pictórico.

Me incluo nesse. As fotos são variadas e genéricas, de: comida, amigos, prédios, arte, causas, crianças, coisas engraçadinhas ou abstratas, flores. Não só "anônimos" têm este tipo de perfil. Muitas celebridades seguras o suficiente usam o Instagram para dar a seus fãs pequenos agrados na forma de fotos espontâneas, familiares, clicadas pelo próprio artista em sua intimidade e avidamente comentadas por seus admiradores. O IG é um espaço único para fotos q não teriam lugar na divulgação profissional destes artistas, mas q são muito preciosas para os fãs.

2 - Eu quero ser artista

As fotos têm certa pretensão de "densidade reflexiva", ou fotos de coisas banais descritas por frases "filosóficas", fotos do teto, desfocadas, com multiplicidade de ângulos inusitados dizendo "quero exibir meus talentos de fotógrafo adquiridos naquele curso online", de si próprio de viés e "cara de intelectual atormentado", de utensílios vazios, coisas sujas e usadas. O efeito às vezes é de hilaridade não-intencional. Depois q vc vê a enésima auto-foto da mesma pessoa fazendo "cara de conteúdo" não há como não achar tudo isso meio ridículo...

3 - Eu sou meu mundo inteiro

Narcisismo total. 90% do feed são auto-fotos obviamente, de si mesmo, muitas vezes exibindo a maçãzinha do iPhone. Muitas fotos tiradas pelo espelho, às vezes em banheiros públicos, frequentemente em baladas, com outras pessoas jogando o cabelo, fazendo pose e "biquinho". Muitas adolescentes extrapolam na sensualidade. Muitas pessoas tiram foto todo dia para exibir seu guarda-roupa, maquiagem e penteado. Diariamente, para mostrar q são fashionistas.

4 - Onde está Wally?

Pontos turísticos, placas e meios de transporte são os temas principais. Muitas fotos de aeroporto, da janela do avião, de restaurantes e hotéis chiques, de dentro do carro, mostrando trânsito, faróis e túneis.

5 - Tabacaria

Fotos repetidas da mesma paisagem, frequentemente da janela do quarto, com comentários sobre as condições atmosféricas, as estrelas, o pôr do sol. O q salta aos olhos é a repetição: inúmeras fotos quase idênticas, com o boletim meteorológico do momento...

6 - Quero divulgar meu trabalho

Nem só de "bobagens" é feito o Instagram. Muitos profissionais o usam para ficar mais conhecidos, e pseudo-celebridades para tentar tirar o pseudo. Modelos, atores, estilistas, fotógrafos, culinaristas, artesãos, dançarinos, apresentadores, jornalistas já descobriram no "Insta" uma plataforma de trabalho. Sabem usar hashtags, tomam cuidado com a iluminação, postam fotos com certo cuidado profissional.

Gostaram? Concordam? Discordam? Qual é a leitura q vcs fazem do Instagram?

Quem ficou curioso para ver minhas fotos mas não usa o aplicativo, pode ver as fotos aqui: http://instagram.com/fernandazero Quem quiser me seguir, sou @fernandazero !
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Vinagrete / Molho a Campana


Ingredientes:
2 tomates
1 cebola
Meio pimentão
Meio maço de cheiro verde (salsa e cebolinha)
Vinagre
Sal
Azeite
Orégano

Modo de preparo:
Pique em cubos pequenos os tomates, a cebola e o pimentão.
Corte em pedaços pequenos o cheiro-verde. Misture tudo.
Tempere a gosto com vinagre, sal, azeite e orégano.

Sirva acompanhando salada de folhas verdes, pastel ou churrasco.
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sábado, 26 de novembro de 2011

Yakissoba vegetariano simples

Essa é uma versão caseira e "abrasileirada" do clássico prato da culinária chinesa. Com ingredientes fáceis de encontrar (se não encontrar o cogumelo, faça sem ele!) o yakissoba sempre agrada, dando um ar de sofisticação e de cozinha internacional ao mais simples jantar de família. Dê-se um presente delicioso ou surpreenda quem vc ama com uma variação fácil do cadápio!

Ingredientes:

1 cenoura pequena cortada em rodelas
Meio pimentão amarelo cortado em sticks
Um terço de maço de brócolis picado
1 cebola pequena fatiada
100 gramas de cogumelo shimeji soltos
Um terço de maço de escarola / chicória fatiada
100 gramas de macarrão para yakissoba
1 xícara de shoyu
1 colher de sopa cheia de amido de milho
Salsinha e cebolinha picadas a gosto
Óleo para refogar

Modo de preparo:

Refoque a cenoura e o pimentão num pouco de óleo por 4 minutos.
Acrescente o brócolis e conzinhe por mais 3 minutos.
Adicione o cogumelo e a cebola. Refoge por mais 3 minutos.
Adicione a escarola e espere-a murchar.
Dissolva o amido de milho na xícara de shoyu. Abaixe o fogo do refogado e adicione este líquido.
Mexa delicadamente até engrossar.
Adicione o macarrão já cozido e as ervas. Está pronto para servir.

Se gostar, salpique amendoim torrado por cima do prato.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Refogadão de legumes

Quem sabe fazer um bom refogadão é capaz de alimentar sua família durante décadas até que alguém se dê conta de que a cozinheira não é tão sofisticada. Muitos pratos com nomes chiques nada mais são que um refogadão com ingredientes e temperos específicos. Mas o princípio básico aqui exposto está sempre presente nessas preparações.

Nessa receita indico o uso de molho-agridoce, mas qualquer molho pode ser utilizado, desde o banal molho de tomate, até o bechamel, quatro queijos,o madeira, para yakissoba etcs. O objetivo do molho é tornar mais agradável a ingestão de legumes variados, salteados em pouco óleo. Um refogadão acompanhado simplesmente por arroz branco já é uma refeição completa.

Ingredientes:

1 pote de molho pronto de qualquer sabor. Neste exemplo foi usado o sabor chinês agridoce

2 batatas picadas

1 cenoura fatiada

1 pimentão picado

1 abobrinha italiana picada

2 xícaras de carne de soja hidrata e espremida

1 cebola em rodelas

1 xícara de salsa e cebolinha picadas

aprox. 30 ml. de óleo para refogar

1 copo, ou 250 ml. de água

*Se detestar carne de soja, não a use. Se quiser acrescentar outros legumes como vagem, ervilha torta, berinjela, madioquinha, aipo etcs, fique à vontade para inventar variações que se adaptem melhor ao seu paladar.

Modo de fazer:

Numa panela grande, aqueça o óleo e coloque a batata com a cenoura. Mexa por 3 minutos. Deseje o copo de água, misture, tampe a panela, e quando recomeçar a fervura, abaixe o fogo. Deixe-os cozinhar sozinhos por 5 minutos nesta emulsão, mexendo de vez em quando. Acrescente a abobrinha e o pimentão. Tampe a panela e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a cebola e a carne de soja. Tampe e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a salsinha, a cebolinha e o pote de molho. Mexa bem. Tampe. Cozinhe por mais cerca de 3 minutos, mexendo de vez em quando. Verifique principalmente se as batatas já estão cozidas antes de retirar do fogo.

Sirva com arroz.

sábado, 27 de agosto de 2011

Bolinho de Chuva

Clássico paulista com gosto de infância. Embora seja uma fritura altamente engordativa, vale a pena fazer de vez em quando para não perdermos a deliciosa ligação com nossas avós fazendo um doce tão simples para alegrar nossas reuniões com os amigos.

Quando vc for pego de surpresa com visitas inesperadas e não tem nada para oferecer de petisco, para acompanhar o café ou o chá da tarde, essa é uma ótima opção de preparo rápido e ingredientes simples, presentes em todos os lares. E que tem certo ar retrô.

Ingredientes para a massa:

1 ovo

3 colheres de sopa de açúcar + 1 xícara (para a cobertura)

1 xícara de chá de farinha de trigo

½ xícara de chá de leite

1 colher de sopa de fermento em pó químico

Óleo para fritar

Canela a gosto (para a cobertura)

Modo de fazer:

1- Com um garfo, bata o ovo com o açúcar em uma tigela. Aos poucos, enquanto mexe, adicione porções de farinha de trigo e leite até dissolverem-se. Por último adicione o fermento. Misture bem.

2- Aqueça o óleo. Com uma colher, pingue com cuidado pequenas porções (colheradas) da massa no óleo. Não se preocupe com o formato, os bolinhos ficam irregulares mesmo. Apenas não despeje colheradas muito fartas, pois o bolinho pode ficar cru por dentro. Vire-os com uma escumadeira para dourar por igual. Retire-os e coloque-os para escorrer sobre papel absorvente.

Cobertura:

Em um prato, peneire 1 xícara de chá de açúcar com 2 colheres de sopa de canela. Submerja os bolinhos ainda quentes nessa mistura. Servidos quentes são ainda mais apetitosos.

Variações:

É possível adicionar à massa 1 colher de sopa de ervas para chá, como hortelã, capim cidreira e erva doce para aromatizar e dar um toque especial aos bolinhos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Receita de Homus Tahine

Este patê de grão-de-bico é muito prático e versátil. Se for impossível encontrar o tahine (pasta de gergelim) procure colocar óleo de gergelim, disponível na seção de comida japonesa.

Soube que é possível fazer homus com grão de bico em conserva porém a recomendação é sempre fazer da forma clássica. Ou não.

Costumo degustar o homus com azeite extra, usando folhas de hortelã, fatias de pão pitta, fatias desfolhadas de cebola e até sticks de pimentão.

INGREDIENTES:

500g de grão-de-bico
4 colheres de sopa de tahine (pasta de gergelim)
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano fresco
2 dentes de alho picadinhos
sal e pimenta-do-reino, moí­da na hora, a gosto
3/4 de xí­cara (180ml) de água
2 colheres de sopa de azeite extravirgem

PREPARO:

Deixe o grão-de-bico de molho em uma vasilha grande durante a noite. Lave bem e cozinhe em fogo brando por aproximadamente 50 minutos ou até ficar macio. Coloque o grão-de-bico, o tahine, o suco de limão, o alho, o sal e a pimenta no liquidificador ou processador e triture bem. Adicione água suficiente para obter uma pasta cremosa e homogênea. Decore com salsa, alguns grãos e regue com azeite.

fonte

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bolo de cenoura da vovó

Um clássico paulista muito simples de fazer

Ingredientes:

4 cenouras médias fatiadas grosseiramente
4 ovos
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de óleo
2 xícaras de chá de açúcar
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó

Modo de fazer:

Unte e enfarinhe 1 fôrma de bolo. Pré-aqueça o forno por 5 minutos.
Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa lisa. Despeje na fôrma.
Leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos.
Para saber se está bom, espete um palito de dente que, se sair limpo, indica que o bolo já está assado.

Sugestão de cobertura:

4 colheres de sopa de leite
4 colheres de sopa de açúcar
2 coheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de chocolate em pó

Leve estes ingrediente numa panela ao fogo brando, mexendo até obter consistência cremosa. Despeje sobre o bolo.

domingo, 22 de maio de 2011

Torta de Legumes

Receita essencial. Um verdadeiro curinga quando se precisa preparar algo rápido, delicioso e para agradar todo tipo de clientela. Já fiz várias receitas diferentes desta torta salgada de liqüidificador. Gosto desta pois ela não leva óleo, sendo um pouco mais light.

* Ingredientes da Massa:

5 ovos
2 xícaras de chá de leite
4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
12 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó químico (bicarbonato de sódio)
3 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de chá de sal
2 pitadas de orégano
1 envelope de tempero pronto (Opcional)

- Pode-se substituir parte da farinha de trigo por farelo de aveia, quinua, amaranto, levedo de cerveja etcs.

- Após aprontar o recheio, bata todos os ingrediente da massa no liqüidificador

* Ingredientes do Recheio:

Cenoura ralada
Cebola picada
Tomate picado
Abobrinha picada
Vagem picada
Pimentão picado
Azeitona picada
Salsinha picada
Cebolinha picada
Milho
Ervilha
1 envelope de tempero de legumes em pó
Queijo prato ou mussarela picado
Azeite de oliva e sal à gosto

- Quantidades e elementos variáveis ao gosto do freguês.

- Embora a torta seja "de legumes", quem quiser fazê-la de sardinha, atum, carne moída, carne seca ou peito de frango desfiado pode adicioná-los ao recheio.

* Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno em temperatura média (aprox. 10 minutos antes de colocar a torta)
Misture todos os ingredientes do recheio.
Unte (revista de margarina ou manteiga) e enfarinhe (jogue um punhado de farinha de trigo na fôrma de forma a cobrir a margarina que a untou com uma camada de farinha de trigo) uma fôrma quadrada - Isso é feito para a torta não grudar na fôrma. Não pule este passo.
Bata todos os ingredientes da massa no liqüidificador
Despeje na fôrma untada e enfarinhada a massa líqüida batida no liqüidificador.
Disponha sobre a massa os ingrediente do recheio. Espalhe-o nas bordas para não ficarem com pouco recheio.
Pode-se cobrir com queijo parmesão ralado ou gergelim antes de levar ao forno.
Asse por 40 minutos em forno médio.

Fica uma delícia mesmo servido frio. Não se assuste se ficar um pouco mole enquanto quente, é normal.

sábado, 14 de maio de 2011

Batata de buteco

Pelos botecos e pés-sujos da vida comum é encontrar sobre o balcão um grande pote de vidro repleto de batatas-bolinha curtindo em conserva, com aparência meio suspeita. Para os que nunca tiveram coragem de experimentar, uma versão caseira desta deliciosa e misteriosa receita, que preparei muitas vezes, segue abaixo.

Ingredientes:

500 grs. de batata-bolinha, também conhecida como “para conserva”

Meia cabeça de alho picado fino, aprox. 8 dentes, ou 80 grs.

1 cebola média picada em cubos (os amantes de alho como eu estão autorizados a prescindir da cebola)

Azeite de oliva à gosto. Mediterrâneos gostam de bastante J

Vinagre à gosto. Uso só o de maçã

Orégano, sal e cheiro-verde à gosto

Modo de preparo:

-Cozinhe as batatas. Alguns não as cortam, alguns as espetam inteiras com um garfo. Alguns (poucos e loucos) as descascam. Eu as corto só ao meio e sirvo com casca.

-Misture tudo. Deixe descansar por algumas horas para a batata absorver o sabor dos temperos.

PS.: Como sou da Esquerda Butequeira, é buteco, e não “boteco”. Ótimo aperitivo oleoso para proteger o estômago dos excessos pelos bares da vida. ;)

Salada de batata na maionese

Ingredientes:

12 batatas-bolinha ou 5 batatas “normais” – (o que seria uma batata “normal” e uma “anormal” ? rsrs) – aprox. 500 grs.
1 cebola média fatiada em rodelas
3 ovos cozidos fatiados em rodelas
1 lata de ervilha escorrida, ou 200 grs. de ervilha descongelada
1 xícara de azeitona picada (aprox. 150 grs.)
2 mãos cheias de cheiro-verde picado (cheiro-verde é a combinação de salsinha e cebolinha) – aprox. 50 grs.
3 colheres de sopa de azeite de oliva
4 colheres de sopa de maionese
3 pitadas de orégano
Tempero pronto em pó para salada à gosto (uso o Fondor da Maggi, mas tb serve o Sazón salada)
Sal e glutamato monossódico (realçador de sabor umami) à gosto
Folhas verdes variadas: alface, rúcula, agrião, chicória, escarola, acelga, catalhuna, mostarda.

Modo de preparo:

-Cozinhe as batatas. Corte-as em cubos. As batatas-bolinha eu corto ao meio, e cada metade em 4, e não retiro a casca, rica em fibras.
-Escalde as rodelas de cebola desfolhadas. Escaldar é banhar em água fervente por 1 minuto, e escorrer. É só para “dar um susto” na cebola e tirar-lhe um pouco da dureza e picância.
-Misture tudo, com exceção das folhas verdes.
-Sirva a salada de batatas sobre uma “cama” de folhas verdes

Creme de Milho

Receita essencial. Não cometam o sacrilégio de temperá-la com caldos e pós prontos, que mascararão o gosto puro e rico do milho.

Ingredientes:

3 latas ou 4 espigas de milho verde cozido (aprox. 600 grs.)

1 copo e meio de leite (aprox. 400 ml.)

1 cebola média picada em cubos

2 colheres de sopa de manteiga

1 colher de sopa de azeite de oliva

2 colheres de sopa de amido de milho

Cebolinha verde e sal à gosto

Modo de preparo:

- Bata no liqüidificador 2 latas de milho escorrido com 1 copo de leite.

- Refogue no azeite e na manteiga a cebola com o restante do milho em grão.

- Despeje no refogado o conteúdo batido no liqüidificador e refogue.

- Após apurar por alguns minutos, dissolva o amido de milho no meio copo de leite (frio) restante. Abaixe o fogo. Despeje o copo de leite com amido na panela, mexendo com atenção por alguns minutos até o creme engrossar.

- Quando atingir a textura desejada, adicione a cebolinha e o sal.

*Dica: quem gosta do creme mais mole e fino pode adicionar um pouco menos de amido de milho e um pouco mais de leite.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Receita Exclusiva: Sanduíche Gêngis Khan

Foi meu almoço de hoje:

1 pão francês, ou baguette, de preferência integral

2 fatias de mussarela, queijo prato ou mesmo cheddar

2 salsichas

2 colheradas fartas de molho tártaro

1 mão-cheia de cebolinha picada

1 mão-cheia de grãos de milho cozido, ou ervilhas

1 mão-cheia de picles de pepino fatiado, ou alcaparras, ou azeitonas

1 mão-cheia de champignons fatiados, ou outro cogumelo

Abra o pão ao meio e o toste, com a abertura para baixo. Reserve.

Afervente as salsinhas e as corte transversalmente ao meio. Pegue o pão e passe doses generosas de molho tártaro (vale a pena se aventurar e comprar as deliciosas e diferentes versões internacionais). Num dos lados, coloque as fatias de queijo e sobre elas as salsichas. Na outra face disponha a cebolinha, o picles, o milho e o champignon. Leve novamente à frigideira, em fogo baixo, para tostar a outra face do pão.

Feche-o apenas no prato diante de vc. Sirva acompanhado de pimenta, mostarda, ketchup, molho de alho e molho barbecue.

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