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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Salgadinho de bacon é kasher?

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante, eu era moderadora de uma comunidade do Orkut chamada "Perguntas Cristãs Ridículas". Muitos consideravam que a comunidade se destinava a ridicularizar o Cristianismo, mas muito pelo contrário, seu objetivo era esclarecer dúvidas teológicas populares reais e pertinentes, mas que num primeiro momento pareciam "risíveis" ou "ridículas".

A muitos escapa que mesmo as dúvidas religiosas mais tresloucadas e descabidas trazem subjacentes importantes e necessários esclarecimentos sobre religião. E o mais curioso é que a primeira, e mais fácil resposta, sempre é a errada. Teologia não é coisa para amadores, embora muitos semi-analfabetos se arroguem suma autoridade interpretativa...

O tema desta postagem pode parecer "ridículo" e ter uma resposta óbvia e fácil. Mas nada em religião é óbvio e fácil, embora muitos gostem de assim pensar. A resposta imediata, e errada, seria: "É ÓBVIO que salgadinho de bacon não é kasher, pois bacon é carne de porco, e porco não é kasher." Mas antes das respostas menos óbvias, permitam-me ser exata sobre meu questionamento.

"Kasher" ou "Kosher" em hebraico significa "adequado", se referindo aos alimentos permitidos pelas leis dietéticas judaicas. A mais conhecida interdição é a do consumo de carne de porco, porém são dezenas as demais leis.

"Salgadinho de bacon" é também chamado de Pellet, ou "baconzitos" na marca mais famosa à venda. Vejamos a descrição sucinta que a embalagem faz do produto: "Salgadinho de trigo sabor bacon. Contém aromatizante sintético idêntico ao natural". Hum... "de trigo", "aromatizante sintético" (artificial).

Vejamos os ingredientes: "farinha de trigo fortificada com ferro e ácido fólico, fécula de mandioca, óleo vegetal, preparado para salgadinho sabor idêntico ao natural de bacon (sal, farinha de arroz, açúcar, amido, maltodrexina, glucose, extrato de carne, realçador de sabor glutamato monossódico, aromatizante e corante caramelo), sal e fermento químico bicarbonato de sódio. Contém Glúten."

* Possibilidade de resposta número 1: a apressada *

Salgadinho de bacon é kasher pois "carne de porco" não está entre os ingredientes, apenas "extrato de carne", que, subentende-se, seja de bovino. Ademais, como não há leite nem derivados listados entre os ingredientes, o salgadinho não viola a interdição de ingerir conjuntamente leite e carne. Portanto, coma seu baconzitos tranquilo."

* Possibilidade de resposta número 2: a orgulhosa *

Salgadinho de bacon pode ser kasher pois "carne de porco" não está entre os ingredientes, apenas "extrato de carne". Porém é necessário verificar com o fabricante que tipo de carne é utilizada. Nesse momento a pessoa cheia de si visita o site, telefona para o SAC da Elma Chips ou mesmo vai pessoalmente à fábrica para certificar-se de que a carne usada é de boi e não de porco. Certificada disso, a resposta seria que sim, o salgadinho é kasher pois verifiquei pessoalmente que nele não entra nenhum ingrediente derivado do porco.

* Possibilidade de resposta número 3: a prudente *

Salgadinho de bacon pode ser kasher pois nele não entra nenhum ingrediente derivado do porco nem nele se mistura carne com leite. Porém, o pacote tem selo kasher? Apenas um selo kasher certifica que o produto foi fabricado dentro das leis dietética judaicas, não entrando em contato com maquinário contaminado nem contendo restos de insetos e outras coisas não kosher, sendo manipulado com toda a higiene e respeito ao cashrut. Se o pacote tem este selo, pode comer tranquilo.

* Possibilidade de resposta número 4: a zelosa *

Salgadinho de bacon pode ser kasher pois nele não entra nenhum ingrediente derivado do porco nem nele se mistura carne com leite, se o pacote for assinalado com o selo kasher. Porém, vc comprou esta embalagem numa loja judaica? Se não, como vc pode ter certeza se ela não foi transportada junto com derivados do leite, ou carne de porco? Como vc pode ter certeza se baratas e formigas não caminharam sobre ela? Ou se ela foi manipulada por uma funcionária menstruada, ou por um funcionário idólatra? Portanto, apenas se vc comprar seu baconzitos com selo kasher numa delicatessen judaica, vc poderá estar seguro de ele ser, realmente, kasher.

Alguém tem uma quinta possibilidade de resposta?

sábado, 26 de novembro de 2011

Yakissoba vegetariano simples

Essa é uma versão caseira e "abrasileirada" do clássico prato da culinária chinesa. Com ingredientes fáceis de encontrar (se não encontrar o cogumelo, faça sem ele!) o yakissoba sempre agrada, dando um ar de sofisticação e de cozinha internacional ao mais simples jantar de família. Dê-se um presente delicioso ou surpreenda quem vc ama com uma variação fácil do cadápio!

Ingredientes:

1 cenoura pequena cortada em rodelas
Meio pimentão amarelo cortado em sticks
Um terço de maço de brócolis picado
1 cebola pequena fatiada
100 gramas de cogumelo shimeji soltos
Um terço de maço de escarola / chicória fatiada
100 gramas de macarrão para yakissoba
1 xícara de shoyu
1 colher de sopa cheia de amido de milho
Salsinha e cebolinha picadas a gosto
Óleo para refogar

Modo de preparo:

Refoque a cenoura e o pimentão num pouco de óleo por 4 minutos.
Acrescente o brócolis e conzinhe por mais 3 minutos.
Adicione o cogumelo e a cebola. Refoge por mais 3 minutos.
Adicione a escarola e espere-a murchar.
Dissolva o amido de milho na xícara de shoyu. Abaixe o fogo do refogado e adicione este líquido.
Mexa delicadamente até engrossar.
Adicione o macarrão já cozido e as ervas. Está pronto para servir.

Se gostar, salpique amendoim torrado por cima do prato.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Do café, chá, leite e limonada

Uma interessante curiosidade humana é o hábito de associar, contextualmente, duas coisas que não necessariamente são ligadas. Todo este texto foi escrito visando desconstruir essas associações automáticas. E também elucidar como o consumo dos líquidos citados no título são relevantes socialmente.

Do Café.

Em postagens anteriores forneci informações que podem levar o leitor, erroneamente, a concluir por provas circunstanciais que eu consuma café.

1 – Declarei ser fumante
2 – Dei instruções de como pedir um bom “cafezinho”
3 – Disse que ia ao sétimo andar da Unilever para ter acesso “à máquina de café italiano”

E considerando que com isso eu levaria a uma conclusão desprovida de verdade, achei por bem elucidar: eu não tomo café, e isso costuma surpreender meus interlocutores, especialmente aos que sabem que eu sou fumante, pois é comum que “todo” fumante também seja apreciador de café. Primeira associação errônea.

No Brasil, quase todo mundo toma café, e toda sala de espera, de reunião ou “de café” sempre tem uma, ou duas garrafas térmicas, uma com café, outra com chá.

Do café não consumo a bebida, qquer tipo de doce, bolo, pudim ou bala, apesar de seu odor ser bastante agradável e apetitoso. Minha experiência com café foi curta e determinante.

Eu tinha 8 anos, pois trajava nesta esta cena o uniforme da EE Prof. José Martins, na qual estudei apenas a segunda série. Estava em Rio Claro, sentada em torno da ampla mesa da cozinha. Meus familiares, todos muito mais velhos que eu, estavam sentado em torno da mesa, bebendo café. Como eu era criança, nunca haviam me dado café. Desta vez fiquei curiosa e pedi para experimentar. Me permitiram e, me sentindo muito adulta, peguei uma xícara, pus o café e uma colher de açúcar. Bebi.

Senti um gosto horrivelmente amargo e protestei. Me disseram que adicionasse mais açúcar. Pus mais uma colher. Mexi e experimentei. Continuava ruim. Coloquei mais uma, experimentei. Ainda ruim. Mais outra e outra. Horrivelmente amargo. Mais outras. Horrível. Por fim vi que no fundo de minha xícara se acumulava um dedo de açúcar não diluído e o café continuava horrivelmente amargo.

Concluí que eu não gostava de café e nunca mais tomei nenhuma xícara, até agora, em toda a minha vida.

Do chá.

Gosto de chá. Gosto de chá "de chá", id est, camelia sinensis, que pode ser chá preto, chá branco, chá verde ou simplesmete "chá". Ou de camomila, erva doce, hortelã. erva cidreira, tudo adequado para fazer chá. E era apenas "chá" (não sei do que) que eu bebia da máquina de café italiano da Unilever, para desgosto de minhas colegas de trabalho que refestelavam-se nos capuchinos deliciosamente gratuitos. Porém mesmo o seguro e doce chá pode trazer surpresas. Por duas vezes após sorver xícaras quase cuspi o conteúdo. Cuspir é uma reação fisiológica que pode ser conscientemente controlada, a depender da circunstância social. Se ninguém estivesse olhando, eu teria cuspido. Mas como as feitoras do chá estavam à minha frente com um sorriso carente esperando que eu dissesse que a bebida estava uma delícia, conti o frêmito fisiológico, e a duras penas, engoli o conteúdo, fingindo gostar. Após conseguir respirar, perguntei "do que era o chá". Uma vez era de maracujá, na outra de banana com canela. Apenas nessas duas vezes, a contragosto e inadvertidamente, consumi estas duas frutas cujo sabor me é adverso. Hoje, sempre pergunto "do que é o chá" antes de beber, pois agora sei que existem pessoas malucas que oferecem chá de banana aos outros!...

Do leite.

Mamei no seio materno apenas 3 meses. Depois disso, como é comum, fui nutrida com leite de vaca, na mamadeira, por longo período. Meu "desmame" foi um processo longo. Lembro-me de toda a família tentar me convencer a largar a chupeta e a mamadeira, as quais, como eu era emocionalmente carente, me apegava. Algumas vezes tentaram "sumir" com os objetos. E eu tenazmente demonstrei, com minha teimosia de muar empacado, que pela força ninguém me intima a nada. Até que Maria José aplicou sua psicologia amorosa comigo. Me explicou que mamdeira e chupeta eram coisas de bebês, que eu já era uma mocinha, já tinha 5 anos, e que não ficava bem eu mamar na mamadeira e continuar chupando chupeta. Talvez ela tenha me prometido algum presente de consolação, não me lembro especificamente deste detalhe, mas o considero possível. O que me lembro é que com sua expressão amorosa e seus argumentos, ela me convenceu a, por vontade própria, abandonar estes dois itens em data exata: meu aniversário de 6 anos. A partir deste combinado me programei para abrir mão destes "pequenos vícios", e em 29/12/1988 tomei minha última mamdeira.

No dia seguinte, lembro-me de pela manhã ter vontade de beber leite. Maria colocou o copo e o frasco em minha frente. Olhei bem o copo, olhei bem o leite, e soltei a seguinte frase:

- Mas eu não sei beber leite em copo!

Leite me parecia intrinsecamente ligado à mamadeira, e ao ato de sugar, mamar num bico. Não me parecia haver nenhum tipo de propósito em se tomar leite em outro recipiente. Eu já estava acostumada a beber água e suco no copo. Leite, nunca. Me pareceu demasiadamente estranha a ideia de sorver leite, de vaca, uma coisa produzida para bezerros, em um copo. Neste dia não tomei leite, nem no seguinte, nem em nenhum outro dia posterior de minha vida. Hoje, a simples ideia me provoca asco. Mantive meu compromisso de não voltar à mamadeira nem à chupeta. O efeito colateral foi nunca mais beber leite. E apesar disso, cresci forte, com ossos densos, além da estatura mediana.

Da limonada.

Gosto de limão. Salgado, temperando a salada, o kibe, a esfiha. Não gosto de limão doce. No suco, no pudim, no bolo, na caipirinha.

Uma única vez em minha vida fui obrigada a beber limonada. Eu tinha 9 ou 10 anos, e já morava em São Paulo capital. Regina me levou certa tarde à casa de uma amiga sua (embora Regina nunca tenha tido, propriamente, amigos, apenas colegas), onde me confraternizei com algumas meninas do condomínio. Brincamos de Barbie e no playground do prédio. Muito legal. Até que a amiga de Regina nos convocou para o lanche. Sanduíches de presunto e queijo com limonada. Argh...

Não como presunto, nem tomo limonada. Como eu era criança, as adultas se sentiam na obrigação de fiscalizar se eu comia mesmo e não pude "desconversar", "dar um perdido". Colocaram um sanduíche e um copo de limonada na minha frente. Argh... Reticentemente, disse:

- Eu não gosto de presunto, posso tirar a fatia?

As adultas não falaram nada, e enquanto eu retirava, enojada, a fatia de presunto de dentro do meu sanduíche, outra coleguinha abriu o seu e recebeu como alegria uma fatia extra em seu sanduíche. Já desembaraçada disso, pensei que poderia simplesmente comer meu sanduíche de queijo prato, deixando intocado o suco de limão, fingindo que nada estava acontecendo. Mas não. As adultas insistiram que eu tomasse o suco. Meio sem jeito, expliquei que não gostava de limonada. Enquanto uma colega se alegrou de poder beber além do seu o meu suco, Regina me fulminou com um olhar que eu era jovem demais para compreender.

Mais tarde, quando retornamos em seu Carman Ghia vermelho à pensão de dona Rosa, Regina me pegou fortemente pelo braço, me unhando, e disse com os olhos injetados:
- Vc sabe a vergonha que vc me fez passar hj? Agora vai todo mundo ficar pensando que vc é uma "nojentinha". Mas vc vai aprender a nunca mais fazer isso!

Minha sorte é que na casa de dona Rosa não tinha presunto. Mas tinha limão. Regina fez um copo de limonada de fruta, forte, concentrado, com gominhos e tudo. Sentou-me à mesa da cozinha de dona Rosa, colocou o copo na minha frente e me intimou a beber. Eu não queria. Afinal, não gostava e ainda não gosto de limão doce, de nenhum tipo. Mas eu não tive escolha. Ou eu bebia ou ela me bateria, como fazia toda semana então.

(Deve ficar claro que Regina nunca me feriu seriamente em minha instância física, apesar de ter me trucidado emocionalmente. Ela sempre que achou ter motivos para tal me bateu, mas apenas com as mãos, e jamais me tirou sangue. Físico, pois minha alma ela sangrou até a morte. Coloco estes parênteses apenas pq sei que devo ser justa e não levar ninguém a conclusões errôneas).

Daquela vez ela venceu, eu bebi. E este foi o único copo de limonada que tomei em toda a minha vida, até agora.

Conclusão.

Socialmente, é importante que bebamos chá, café, leite e limonada. É um ato de simpatia aceitar as bebidas e comidas que os outros nos oferecem. Mesmo que tenhamos um paladar refinado e restrito, devemos nos policiar em nossas restrições alimentares, abrindo mão delas, a depender da circunstância social.

Não devemos divulgar abertamente (como fiz neste texto) as coisas que não gostamos de beber e comer, pois os outros podem nos considerar "nojentinhos" ou "metidos". Devemos consumir tudo o que nossos colegas consomem, de forma a erigir uma identidade coletiva que se dá na comunhão da refeição compartilhada.

Os adultos devem saber o jeito certo, e amoroso, de convencer as crianças a consumir novos alimentos e bebidas. Pois se apresentarem um alimento com má disposição, com raiva e violência, a criança associará o alimeto a essas coisas negativas. Devemos ter muito cuidado em não gerar preconceitos e transtornos alimentares em nossas crianças.

Resumindo: comam e bebam de tudo que vos for oferecido. Ou aprendam a disfarçar bem. E JAMAIS forcem uma criança, pela violência, a nada. Ainda mais uma criança capricorniana, teimosa em sua própria essência.


João Gilberto - Retrato em branco e preto

Dave Matthews Band feat. Alanis Morissette - Spoon

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Refogadão de legumes

Quem sabe fazer um bom refogadão é capaz de alimentar sua família durante décadas até que alguém se dê conta de que a cozinheira não é tão sofisticada. Muitos pratos com nomes chiques nada mais são que um refogadão com ingredientes e temperos específicos. Mas o princípio básico aqui exposto está sempre presente nessas preparações.

Nessa receita indico o uso de molho-agridoce, mas qualquer molho pode ser utilizado, desde o banal molho de tomate, até o bechamel, quatro queijos,o madeira, para yakissoba etcs. O objetivo do molho é tornar mais agradável a ingestão de legumes variados, salteados em pouco óleo. Um refogadão acompanhado simplesmente por arroz branco já é uma refeição completa.

Ingredientes:

1 pote de molho pronto de qualquer sabor. Neste exemplo foi usado o sabor chinês agridoce

2 batatas picadas

1 cenoura fatiada

1 pimentão picado

1 abobrinha italiana picada

2 xícaras de carne de soja hidrata e espremida

1 cebola em rodelas

1 xícara de salsa e cebolinha picadas

aprox. 30 ml. de óleo para refogar

1 copo, ou 250 ml. de água

*Se detestar carne de soja, não a use. Se quiser acrescentar outros legumes como vagem, ervilha torta, berinjela, madioquinha, aipo etcs, fique à vontade para inventar variações que se adaptem melhor ao seu paladar.

Modo de fazer:

Numa panela grande, aqueça o óleo e coloque a batata com a cenoura. Mexa por 3 minutos. Deseje o copo de água, misture, tampe a panela, e quando recomeçar a fervura, abaixe o fogo. Deixe-os cozinhar sozinhos por 5 minutos nesta emulsão, mexendo de vez em quando. Acrescente a abobrinha e o pimentão. Tampe a panela e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a cebola e a carne de soja. Tampe e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a salsinha, a cebolinha e o pote de molho. Mexa bem. Tampe. Cozinhe por mais cerca de 3 minutos, mexendo de vez em quando. Verifique principalmente se as batatas já estão cozidas antes de retirar do fogo.

Sirva com arroz.

domingo, 22 de maio de 2011

Torta de Legumes

Receita essencial. Um verdadeiro curinga quando se precisa preparar algo rápido, delicioso e para agradar todo tipo de clientela. Já fiz várias receitas diferentes desta torta salgada de liqüidificador. Gosto desta pois ela não leva óleo, sendo um pouco mais light.

* Ingredientes da Massa:

5 ovos
2 xícaras de chá de leite
4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
12 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó químico (bicarbonato de sódio)
3 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de chá de sal
2 pitadas de orégano
1 envelope de tempero pronto (Opcional)

- Pode-se substituir parte da farinha de trigo por farelo de aveia, quinua, amaranto, levedo de cerveja etcs.

- Após aprontar o recheio, bata todos os ingrediente da massa no liqüidificador

* Ingredientes do Recheio:

Cenoura ralada
Cebola picada
Tomate picado
Abobrinha picada
Vagem picada
Pimentão picado
Azeitona picada
Salsinha picada
Cebolinha picada
Milho
Ervilha
1 envelope de tempero de legumes em pó
Queijo prato ou mussarela picado
Azeite de oliva e sal à gosto

- Quantidades e elementos variáveis ao gosto do freguês.

- Embora a torta seja "de legumes", quem quiser fazê-la de sardinha, atum, carne moída, carne seca ou peito de frango desfiado pode adicioná-los ao recheio.

* Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno em temperatura média (aprox. 10 minutos antes de colocar a torta)
Misture todos os ingredientes do recheio.
Unte (revista de margarina ou manteiga) e enfarinhe (jogue um punhado de farinha de trigo na fôrma de forma a cobrir a margarina que a untou com uma camada de farinha de trigo) uma fôrma quadrada - Isso é feito para a torta não grudar na fôrma. Não pule este passo.
Bata todos os ingredientes da massa no liqüidificador
Despeje na fôrma untada e enfarinhada a massa líqüida batida no liqüidificador.
Disponha sobre a massa os ingrediente do recheio. Espalhe-o nas bordas para não ficarem com pouco recheio.
Pode-se cobrir com queijo parmesão ralado ou gergelim antes de levar ao forno.
Asse por 40 minutos em forno médio.

Fica uma delícia mesmo servido frio. Não se assuste se ficar um pouco mole enquanto quente, é normal.

sábado, 14 de maio de 2011

Salada de batata na maionese

Ingredientes:

12 batatas-bolinha ou 5 batatas “normais” – (o que seria uma batata “normal” e uma “anormal” ? rsrs) – aprox. 500 grs.
1 cebola média fatiada em rodelas
3 ovos cozidos fatiados em rodelas
1 lata de ervilha escorrida, ou 200 grs. de ervilha descongelada
1 xícara de azeitona picada (aprox. 150 grs.)
2 mãos cheias de cheiro-verde picado (cheiro-verde é a combinação de salsinha e cebolinha) – aprox. 50 grs.
3 colheres de sopa de azeite de oliva
4 colheres de sopa de maionese
3 pitadas de orégano
Tempero pronto em pó para salada à gosto (uso o Fondor da Maggi, mas tb serve o Sazón salada)
Sal e glutamato monossódico (realçador de sabor umami) à gosto
Folhas verdes variadas: alface, rúcula, agrião, chicória, escarola, acelga, catalhuna, mostarda.

Modo de preparo:

-Cozinhe as batatas. Corte-as em cubos. As batatas-bolinha eu corto ao meio, e cada metade em 4, e não retiro a casca, rica em fibras.
-Escalde as rodelas de cebola desfolhadas. Escaldar é banhar em água fervente por 1 minuto, e escorrer. É só para “dar um susto” na cebola e tirar-lhe um pouco da dureza e picância.
-Misture tudo, com exceção das folhas verdes.
-Sirva a salada de batatas sobre uma “cama” de folhas verdes

sábado, 11 de setembro de 2010

Como ser uma pessoa radicalmente saudável

Desde criança, sempre fui uma pessoa muito saudável. E isso não é uma circunstância passageira, mas uma estrutura biológica radical: está encravada em minhas raízes e rebordada em meus hábitos. E claro, o desenvolvimento de tudo isso foi possibilitado pelas vacinas a que fui submetida. Furtar-se à vacinação é uma das coisas mais idiotas que se pode fazer.

Pouquíssimas vezes fiquei doente em minha vida. Nunca quebrei nenhum osso, precisei fazer nenhuma cirurgia, ficar internada ou tomar anestesia que não fosse odontológica.

Isso pode ser devido a diversos fatores, três deles pretendo analisar aqui.

1 - Boa herança genética. Não pretendo defender a eugenia, muito pelo contrário. Creio que a ser correta minha hipótese genética ela seria devida ao princípio biológico do “vigor do híbrido” que diz que quanto mais “misturada” é a carga genética de uma pessoa, mais forte e saudável ela será.

Como toda boa brasileira, para citar o presidente-sociólogo Fernando Henrique Cardoso, tenho “um pé na cozinha”, ou melhor, um na cozinha e outro na área de serviço. Apesar de meu fenótipo “branco”, “caucasiano” ou “latino” sei, por já haver conversado com meus antepassados a respeito, que tenho sangue tanto indígena quanto negro. Esta variabilidade genética que meus ancestrais me garantiram diluiu possíveis genes defeituosos, recessivos e patogênicos.

2 – Ser a filha caçula. De três irmãs. Poucos sabem a respeito da ocorrência não de uma doença, mas de um fenômeno cultural burguês que é a “síndrome do filho mais velho”. Pergunte a qualquer pessoa que é alérgica, asmática ou que tem problemas imunológicos se ela é a filha mais velha: tenho 80% de certeza que essa pessoa é a primogênita de seus pais. Por quê? Porque no nosso mundo asséptico pequeno-burguês as mães tendem a ser muito mais cuidadosas com seu precioso, e virtualmente único, filho mais velho: tudo é fervido, pasteurizado e higienizado ao extremo. O precioso filho mais velho é privado do contato com organismos patogênicos da “sujeira” normal do dia-a-dia e portanto seu sistema imunológico não se desenvolve normalmente e fica enfraquecido.

Não que a mãe ame menos aos seus filhos posteriores, mas ao nascimento do segundo filho a mãe, mais experiente e menos insegura, sabe que tanto cuidado e pasteurização são desnecessários, e tende a “relaxar” um pouco mais, permitindo que seus demais filhos entrem em contanto com a “sujeira” normal do dia-a-dia, o que desenvolverá melhor as defesas de seus caçulas.

3 – Ser bem nutrida. Desde muito jovem, não sei se por gosto pessoal ou incentivo familiar, sempre gostei muito de comer todos os tipos de vegetais.

Como toda criança, tinha das minhas frescuras. Por exemplo, um vegetal que eu me recusava a comer era o banal tomate. Eu dizia que não gostava. Como não há nada de errado no gosto do tomate, um dos vegetais mais populares do mundo, era uma clara barreira psicológica. Como a que por séculos, descobri depois, impediu a popularização desta fruta/legume, de origem americana, na Europa: a plebe achava que o tomate era venenoso. Talvez eu, atavicamente, preservasse esse preconceito alimentar: não só eu não comia o vegetal cru, como sob nenhum forma. Minha macarronada era ao alho e óleo, minha pizza precisava ser “untada” com margarina; ketchup, nem pensar. Não sei a que altura da minha infância, deixei essa frescura de lado e incluí o delicioso, licopenizado e portanto anti-cancerígeno tomate em minha dieta.

Apesar do porém passageiro do tomate, minha alimentação era muito variada: meu avô brincava comigo de que tanto comer alface eu ficaria verde como o incrível Hulk, o que eu achei muito legal. Ainda hoje, adoro um pratão de salada crua, pleno de folhas de todos os tipos e vegetais dos mais variados. Adoro fibras, produtos integrais, orgânicos, enriquecidos. Ao fazer uma receita, sempre que possível procuro incluir ingredientes nutritivos: farelo de trigo, aveia, linhaça, azeite de oliva, quinua, castanhas, amaranto, levedo de cerveja e todo tipo de item “nova era” que prometa, ou entregue, uma saúde fortalecida e uma nutrição privilegiada e completa.

Certa vez num acampamento, comendo apenas coisas “mortas”, industrializadas e plenas de conservantes, senti-me quase que murchar: no meio de tantos carboidratos e proteínas baratas e refinadas, faltava-me comida “de verdade”, colorida, viva, crua, cheia de nutrientes e de energia vital.

Claro que eu prossigo cheia de tabus alimentares e coisas que, estupidamente, me recuso a comer, como qualquer tipo de peixe ou fruto do mar. Devido a trauma de infância. A alimentação, para a criança, não deve ser forçada, nem uma obrigação, mas um prazer sensorial. Não como peixe pois me lembro que quando criança, ao me recusar a comer uma peixada, minha mãe trancou-se no quarto comigo com um prato cheio e me obrigou a comer, forçando as colheradas goela abaixo. Daquela vez ela venceu, eu comi. Mas depois dessa experiência deletéria e desagradável, nunca mais comi nenhum organismo aquático em minha vida. Hoje em dia, publicamente, ao invés de explicar isso, é mais fácil alegar que sou alérgica a peixes e frutos do mar. É uma saída fácil, que encerra a questão. Às vezes, em tom jocoso, digo: nós, humanos, somos animais terrestres, portanto, comer animais aquáticos é anti-natural. Confissão: num recente churrasco de amigos, vendo um belíssimo salmão, bem rosado e alvo na grelha, não resisti: quando ninguém estava olhando, peguei uma lasca e experimentei. Não tinha gosto de nada. Talvez a barreira psicológica tenha sido maior que meu experimentalismo, boa-vontade ou desapego.

As crianças não devem ser forçadas, mas estimuladas a comer. Creio que quando, diante de uma refeição familiar, a criança diz: “eu não gosto disso” a postura correta deveria ser: “bom, se vc não quer comer, não coma, porém, esta é a comida que temos e se vc não quiser comer, ficará com fome.” Por duas ou três refeições a criança pode até passar fome, na quarta, com o estômago roncando, com certeza, ela comerá. Essa persistência pode ser difícil para uma mãe insegura, mas será extremamente benéfica para a educação nutricional de seus filhos. Além de ensinar-lhes a humildade de que eles não são mais especiais ou importantes que os demais membros da família, e que se a comida é boa para todos os seus familiares, é boa para a criança também. Também pode-se argumentar: “vc acha que sua mãe, que cuida tão bem de vc, te daria para comer alguma coisa que te faça mal? Ou vc acha que eu pus veneno na sua comida?!”

Anuir aos preconceitos alimentares das crianças é validá-los. De forma nenhuma um adulto deve concordar ou usar subterfúgios para desconversar ou desviar a atenção a respeito das frescuras alimentares de sua prole. Sempre, expressamente, deve-se deixar claro que a recusa em comer qualquer ingrediente é preconceituosa, desrespeitosa e pouco saudável. Mas através da conscientização, do exemplo e da tenacidade, nunca da violência. A criança deve ser persuadida, convencida, estimulada, a experimentar um novo sabor; nunca forçada. Se a argumentação não convencê-la, não deve-se preparar uma comida “especial” para a criança nem oferecer-lhe snacks: bolacha, iogurte, salgadinho. A comida é aquela, para todos da família. Não quer comer? Vai ficar com fome. Simples assim.

Dos três ítens acima, creio que o maior responsável pela minha complexão saudável é o fator nutricional. De nada vale uma boa herança genética e um sistema imunológico bem preparado se vc não mantém tudo isso em dia com um bom fornecimento de vitaminas, proteínas, fibras, micro-nutrientes e sais minerais. Portanto nutram-se bem, e ensinem a seus filhos a importância da boa alimentação.

Dica fácil, rápida e prática: para turbinar seu sistema imunológico, coma duas castanhas do Pará por dia: isso fornece a porção diária de selênio fundamental para manter em dia as defesas de seu organismo.
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