sábado, 24 de setembro de 2016
Nome de personagem ecológico
sábado, 8 de dezembro de 2012
Vinagrete / Molho a Campana
Ingredientes:
2 tomates
1 cebola
Meio pimentão
Meio maço de cheiro verde (salsa e cebolinha)
Vinagre
Sal
Azeite
Orégano
Modo de preparo:
Pique em cubos pequenos os tomates, a cebola e o pimentão.
Corte em pedaços pequenos o cheiro-verde. Misture tudo.
Tempere a gosto com vinagre, sal, azeite e orégano.
Sirva acompanhando salada de folhas verdes, pastel ou churrasco.
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sábado, 24 de novembro de 2012
Dum outro tipo de sensibilidade
Com 17 anos fiz cursinho pré-vestibular e conheci H "Figura", pois além de estudarmos juntos morávamos próximos e fazíamos o caminho de volta pra casa à noite à pé, batendo papo. No ano seguinte ele foi trabalhar numa empresa q vendia videokês, de propriedade de Taiwaneses, e quando eles precisaram de alguém com bom domínio do português para revisar as músicas no seu software, Figura me indicou e logo consegui na King Star meu terceiro emprego, aos 18 anos.
Depois de alguns meses a firma fechou, com lances de trama policial envolvendo a máfia chinesa, eu passei no vestibular, me mudei para o Butantã e passamos uns tempos sem nos falar (na época não havia rede social na internet como hoje).
Quando eu estava no quarto ano da faculdade nos falamos novamente e ele me convidou prum churrasco na casa dum amigo em São Miguel Paulista. Eu nunca tinha estado lá, tive q fuçar na internet como faria pra chegar de busão, mas como queria reencontrar um velho amigo, fui.
Churras maravilhoso, muita gente legal. Revi inclusive a J, mulher do Figura, e q também considero uma amiga querida. O dono da casa, F, era mais do q músico, era um multi-instrumentista. Em sua casa tinha piano, violão, bateria, guitarra, cavaquinho, baixo, pandeiro, violino, atabaque, gaita, vários outros instrumentos q nem sei citar, e sua mais recente aquisição: uma cítara. Muito talentoso, F tocou para nós.
Eu não havia lhe prestado maior atenção além da admiração do tipo "q cara gente fina" até q, quando fui me despedir, ele me deu um olhar q parecia guardar todas as virtualidades do mundo. F é o tipo de pessoa cuja alma transborda num olhar direto, profundo, q nos cala e estremece. Ele nada disse, mas seu olhar tem mais eloquência q Fidel Castro.
Fiz minha viagem de 3 horas de volta pro Rio Pequeno com aquele olhar q não queria se calar plasmado em meus pensamentos. No dia seguinte falei com a J, acho q já pelo orkut recém-criado, perguntando se F era solteiro. Prontamente respondeu q sim, e q achava q daríamos um belo par. Não me lembro bem se ela me deu o e-mail dele, ou se ela disse pra ele q eu estava interessada e deu para ele meu e-mail, mas de toda forma entramos em contato e marcamos um encontro na Livraria da Vila, na Vila Madalena. Ele foi, conversamos, demos umas voltas e logo aquele olhar se transformou num beijo. Num beijo ao mesmo tempo contundente e delicado, descompromissado e verdadeiro, físico e espiritual.
Antes q ele entrasse no metrô para o longo trajeto de volta à Zona Leste, já tínhamos marcado de eu passar o final de semana na casa dele. Namoramos por apenas 4 meses, mas tal foi nossa simbiose, q olhando para trás, parece q foi muito mais, pelo tanto de experiências e crescimento q disso tirei.
F morava sozinho, em casa própria, e era um ano mais jovem q eu. Claro q estranhei, e então me contou sua história. Seu pai era empreendedor, dono de uma pequena empresa de ferramentaria de alta tecnologia, fazia um trabalho altamente especializado, com poucos concorrentes, e regiamente remunerado. Jovem, se casara com a mãe de F, num daqueles casamentos de sonho q tem tudo pra dar certo e q logo frutificou num pequeno príncipe: F. Depois se divorciaram e seu pai contraiu segundas núpcias. F meio q se tornou "the wild child", largou o ensino médio e queria sair de casa quando seu pai lhe ofereceu sua casa própria, pois F apesar de tudo trabalhava na empresa da família, e era o possível herdeiro q tocaria o negócio adiante no futuro.
Casa, emprego e futuro garantidos, coroados por melodias ao vivo a qualquer hora do dia, tocadas por um gatinho tatuado com barriga tanquinho? Eu tava no céu, me sentindo a princesa consorte de São Miguel Paulista. Todos os finais de semana passava na casa dele, conheci seus pais e avós, q pareceram me aprovar e estar muito felizes de F estar namorando "uma estudante da USP de aparência séria".
Porém, no meu olhar viciado q procura qualquer ínfimo motivo para me agarrar à desdicha, até em F eu via defeitos. Como estava "na Academia" queria com todos ter conversas altamente intelectualizadas sobre Freud, Piaget, Caio Prado Jr., Vygotsky, Hobsbawm. E quando tentava dessas coisa falar com F, grande era meu desapontamento ao me ver diante de um "high school drop out". Ele não acompanhava "o nível da conversa" e eu me sentia frustrada, sem poder conversar sobre os assuntos q me interessavam.
Até q finalmente, dando um passo atrás de mim, percebi q o mesmo se passava com F. Muitas vezes ele dizia coisas q eu não entendia direito, e achava q não entendia pq ele, sendo menos "erudito" q eu ou não se expressava direito ou falava coisas sem nexo mesmo. Em muitas conversas ele falava algo, eu não sabia o q responder e simplesmente mudava de assunto, para um q eu dominasse. E ele não.
Após várias dessas situações percebi q estava errada. F não era depositário de um conhecimento menor ou mais limitado q o meu. Ele tinha pleno traquejo num outro tipo de conhecimento, q eu não dominava: a sensibilidade, a intuição, a expressão artística, o lidar com a dimensão interna, emocional, espiritual.
Era como se eu falasse grego e ele, latim. Eu me preocupasse com as coisas de fora e ele com as coisas de dentro. Eu fosse de Exatas e ele de Humanas. Ele falava com paixão de toadas musicais, tentou ferrenhamente me fazer ao menos tentar tocar os atabaques, e recusei me constatando completamente desarticulada e uma analfabeta rítmica.
Eu não me sentia pronta para baixar minha guarda, abrir uma brecha na minha couraça, me deixar sensibilizar e ser tocada emocionalmente de forma profunda por ninguém. Eu não estava pronta para ter um namorado tão legal. Ele era mais avançado, mais evoluído, num tipo diferente de sensibilidade q eu, hesitante, me recusava a tatear. Eu não queria ir tão fundo. Percebi q embora F me oferecesse toda a profundidade do seu olhar límpido, eu não queria fazer o mesmo. Preferia manter meu olhar semicerrado, desconfiado, com vários pés atrás com todo o mundo.
Devido a esse descompasso, pois F era ritmado e eu apenas ruído, nosso enlace romântico encontrou seu fim naturalmente. Não brigamos, apenas em certo momento paramos de nos ver. Continuamos amigos, trocando e-mails de vez em quando. Ele compareceu à comemoração dos meus 27 anos num barzinho gay no largo do Arouche e depois novamente ao meu de 29 anos num barzinho do Tatuapé, agora ladeado por sua atual mulher, M. Fiquei amiga de M, uma pessoa q transparece boas vibrações e ter uma energia compatível com F. Era claramente visível q M é um par muito melhor para F do q eu jamais fui ou serei. Lhes disse sinceramente o quanto me deixava feliz ver F com uma moça q combinava tanto com ele. Hj já têm uma filhinha, q tenho certeza há de ser muito feliz com dois pais com tão boa energia, e tão sincrônicos.
Deste episódio, com muitos outros capítulos q talvez depois relate, ficou um gosto bom. De ter desfrutado de grandes momentos de aprendizagem e enriquecimento com uma pessoa tão legal. De ter lembranças agradabilíssimas de F me tocando cítara e piano em plena madrugada. Das comidas vegetarianas q fizemos e nossos passeios matinais na feira do bairro. De ter descoberto, apesar da minha arrogância, q há outros tipos de erudição além da acadêmica. De ter sido desperta para a sensibilidade da delicadeza artística. De ter vislumbrado todo um novo mundo desconhecido e cheio de possibilidades.
sábado, 26 de novembro de 2011
Yakissoba vegetariano simples
Essa é uma versão caseira e "abrasileirada" do clássico prato da culinária chinesa. Com ingredientes fáceis de encontrar (se não encontrar o cogumelo, faça sem ele!) o yakissoba sempre agrada, dando um ar de sofisticação e de cozinha internacional ao mais simples jantar de família. Dê-se um presente delicioso ou surpreenda quem vc ama com uma variação fácil do cadápio!Ingredientes:
1 cenoura pequena cortada em rodelas
Meio pimentão amarelo cortado em sticks
Um terço de maço de brócolis picado
1 cebola pequena fatiada
100 gramas de cogumelo shimeji soltos
Um terço de maço de escarola / chicória fatiada
100 gramas de macarrão para yakissoba
1 xícara de shoyu1 colher de sopa cheia de amido de milho
Salsinha e cebolinha picadas a gosto
Óleo para refogar
Modo de preparo:
Refoque a cenoura e o pimentão num pouco de óleo por 4 minutos.
Acrescente o brócolis e conzinhe por mais 3 minutos.
Adicione o cogumelo e a cebola. Refoge por mais 3 minutos.
Adicione a escarola e espere-a murchar.
Dissolva o amido de milho na xícara de shoyu. Abaixe o fogo do refogado e adicione este líquido.
Mexa delicadamente até engrossar.
Adicione o macarrão já cozido e as ervas. Está pronto para servir.
Se gostar, salpique amendoim torrado por cima do prato.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Do café, chá, leite e limonada
Do Café.Em postagens anteriores forneci informações que podem levar o leitor, erroneamente, a concluir por provas circunstanciais que eu consuma café.
1 – Declarei ser fumante
2 – Dei instruções de como pedir um bom “cafezinho”
3 – Disse que ia ao sétimo andar da Unilever para ter acesso “à máquina de café italiano”
E considerando que com isso eu levaria a uma conclusão desprovida de verdade, achei por bem elucidar: eu não tomo café, e isso costuma surpreender meus interlocutores, especialmente aos que sabem que eu sou fumante, pois é comum que “todo” fumante também seja apreciador de café. Primeira associação errônea.
No Brasil, quase todo mundo toma café, e toda sala de espera, de reunião ou “de café” sempre tem uma, ou duas garrafas térmicas, uma com café, outra com chá.
Do café não consumo a bebida, qquer tipo de doce, bolo, pudim ou bala, apesar de seu odor ser bastante agradável e apetitoso. Minha experiência com café foi curta e determinante.
Eu tinha 8 anos, pois trajava nesta esta cena o uniforme da EE Prof. José Martins, na qual estudei apenas a segunda série. Estava em Rio Claro, sentada em torno da ampla mesa da cozinha. Meus familiares, todos muito mais velhos que eu, estavam sentado em torno da mesa, bebendo café. Como eu era criança, nunca haviam me dado café. Desta vez fiquei curiosa e pedi para experimentar. Me permitiram e, me sentindo muito adulta, peguei uma xícara, pus o café e uma colher de açúcar. Bebi.
Senti um gosto horrivelmente amargo e protestei. Me disseram que adicionasse mais açúcar. Pus mais uma colher. Mexi e experimentei. Continuava ruim. Coloquei mais uma, experimentei. Ainda ruim. Mais outra e outra. Horrivelmente amargo. Mais outras. Horrível. Por fim vi que no fundo de minha xícara se acumulava um dedo de açúcar não diluído e o café continuava horrivelmente amargo.
Concluí que eu não gostava de café e nunca mais tomei nenhuma xícara, até agora, em toda a minha vida.
Do chá.
Gosto de chá. Gosto de chá "de chá", id est, camelia sinensis, que pode ser chá preto, chá branco, chá verde ou simplesmete "chá". Ou de camomila, erva doce, hortelã. erva cidreira, tudo adequado para fazer chá. E era apenas "chá" (não sei do que) que eu bebia da máquina de café italiano da Unilever, para desgosto de minhas colegas de trabalho que refestelavam-se nos capuchinos deliciosamente gratuitos. Porém mesmo o seguro e doce chá pode trazer surpresas. Por duas vezes após sorver xícaras quase cuspi o conteúdo. Cuspir é uma reação fisiológica que pode ser conscientemente controlada, a depender da circunstância social. Se ninguém estivesse olhando, eu teria cuspido. Mas como as feitoras do chá estavam à minha frente com um sorriso carente esperando que eu dissesse que a bebida estava uma delícia, conti o frêmito fisiológico, e a duras penas, engoli o conteúdo, fingindo gostar. Após conseguir respirar, perguntei "do que era o chá". Uma vez era de maracujá, na outra de banana com canela. Apenas nessas duas vezes, a contragosto e inadvertidamente, consumi estas duas frutas cujo sabor me é adverso. Hoje, sempre pergunto "do que é o chá" antes de beber, pois agora sei que existem pessoas malucas que oferecem chá de banana aos outros!...
Do leite.
Mamei no seio materno apenas 3 meses. Depois disso, como é comum, fui nutrida com leite de vaca, na mamadeira, por longo período. Meu "desmame" foi um processo longo. Lembro-me de toda a família tentar me convencer a largar a chupeta e a mamadeira, as quais, como eu era emocionalmente carente, me apegava. Algumas vezes tentaram "sumir" com os objetos. E eu tenazmente demonstrei, com minha teimosia de muar empacado, que pela força ninguém me intima a nada. Até que Maria José aplicou sua psicologia amorosa comigo. Me explicou que mamdeira e chupeta eram coisas de bebês, que eu já era uma mocinha, já tinha 5 anos, e que não ficava bem eu mamar na mamadeira e continuar chupando chupeta. Talvez ela tenha me prometido algum presente de consolação, não me lembro especificamente deste detalhe, mas o considero possível. O que me lembro é que com sua expressão amorosa e seus argumentos, ela me convenceu a, por vontade própria, abandonar estes dois itens em data exata: meu aniversário de 6 anos. A partir deste combinado me programei para abrir mão destes "pequenos vícios", e em 29/12/1988 tomei minha última mamdeira.
No dia seguinte, lembro-me de pela manhã ter vontade de beber leite. Maria colocou o copo e o frasco em minha frente. Olhei bem o copo, olhei bem o leite, e soltei a seguinte frase:
- Mas eu não sei beber leite em copo!
Leite me parecia intrinsecamente ligado à mamadeira, e ao ato de sugar, mamar num bico. Não me parecia haver nenhum tipo de propósito em se tomar leite em outro recipiente. Eu já estava acostumada a beber água e suco no copo. Leite, nunca. Me pareceu demasiadamente estranha a ideia de sorver leite, de vaca, uma coisa produzida para bezerros, em um copo. Neste dia não tomei leite, nem no seguinte, nem em nenhum outro dia posterior de minha vida. Hoje, a simples ideia me provoca asco. Mantive meu compromisso de não voltar à mamadeira nem à chupeta. O efeito colateral foi nunca mais beber leite. E apesar disso, cresci forte, com ossos densos, além da estatura mediana.
Da limonada.
Gosto de limão. Salgado, temperando a salada, o kibe, a esfiha. Não gosto de limão doce. No suco, no pudim, no bolo, na caipirinha.
Uma única vez em minha vida fui obrigada a beber limonada. Eu tinha 9 ou 10 anos, e já morava em São Paulo capital. Regina me levou certa tarde à casa de uma amiga sua (embora Regina nunca tenha tido, propriamente, amigos, apenas colegas), onde me confraternizei com algumas meninas do condomínio. Brincamos de Barbie e no playground do prédio. Muito legal. Até que a amiga de Regina nos convocou para o lanche. Sanduíches de presunto e queijo com limonada. Argh...
Não como presunto, nem tomo limonada. Como eu era criança, as adultas se sentiam na obrigação de fiscalizar se eu comia mesmo e não pude "desconversar", "dar um perdido". Colocaram um sanduíche e um copo de limonada na minha frente. Argh... Reticentemente, disse:
- Eu não gosto de presunto, posso tirar a fatia?
As adultas não falaram nada, e enquanto eu retirava, enojada, a fatia de presunto de dentro do meu sanduíche, outra coleguinha abriu o seu e recebeu como alegria uma fatia extra em seu sanduíche. Já desembaraçada disso, pensei que poderia simplesmente comer meu sanduíche de queijo prato, deixando intocado o suco de limão, fingindo que nada estava acontecendo. Mas não. As adultas insistiram que eu tomasse o suco. Meio sem jeito, expliquei que não gostava de limonada. Enquanto uma colega se alegrou de poder beber além do seu o meu suco, Regina me fulminou com um olhar que eu era jovem demais para compreender.
Mais tarde, quando retornamos em seu Carman Ghia vermelho à pensão de dona Rosa, Regina me pegou fortemente pelo braço, me unhando, e disse com os olhos injetados:
- Vc sabe a vergonha que vc me fez passar hj? Agora vai todo mundo ficar pensando que vc é uma "nojentinha". Mas vc vai aprender a nunca mais fazer isso!
Minha sorte é que na casa de dona Rosa não tinha presunto. Mas tinha limão. Regina fez um copo de limonada de fruta, forte, concentrado, com gominhos e tudo. Sentou-me à mesa da cozinha de dona Rosa, colocou o copo na minha frente e me intimou a beber. Eu não queria. Afinal, não gostava e ainda não gosto de limão doce, de nenhum tipo. Mas eu não tive escolha. Ou eu bebia ou ela me bateria, como fazia toda semana então.
(Deve ficar claro que Regina nunca me feriu seriamente em minha instância física, apesar de ter me trucidado emocionalmente. Ela sempre que achou ter motivos para tal me bateu, mas apenas com as mãos, e jamais me tirou sangue. Físico, pois minha alma ela sangrou até a morte. Coloco estes parênteses apenas pq sei que devo ser justa e não levar ninguém a conclusões errôneas).
Daquela vez ela venceu, eu bebi. E este foi o único copo de limonada que tomei em toda a minha vida, até agora.
Conclusão.
Socialmente, é importante que bebamos chá, café, leite e limonada. É um ato de simpatia aceitar as bebidas e comidas que os outros nos oferecem. Mesmo que tenhamos um paladar refinado e restrito, devemos nos policiar em nossas restrições alimentares, abrindo mão delas, a depender da circunstância social.
Não devemos divulgar abertamente (como fiz neste texto) as coisas que não gostamos de beber e comer, pois os outros podem nos considerar "nojentinhos" ou "metidos". Devemos consumir tudo o que nossos colegas consomem, de forma a erigir uma identidade coletiva que se dá na comunhão da refeição compartilhada.
Os adultos devem saber o jeito certo, e amoroso, de convencer as crianças a consumir novos alimentos e bebidas. Pois se apresentarem um alimento com má disposição, com raiva e violência, a criança associará o alimeto a essas coisas negativas. Devemos ter muito cuidado em não gerar preconceitos e transtornos alimentares em nossas crianças.
Resumindo: comam e bebam de tudo que vos for oferecido. Ou aprendam a disfarçar bem. E JAMAIS forcem uma criança, pela violência, a nada. Ainda mais uma criança capricorniana, teimosa em sua própria essência.
João Gilberto - Retrato em branco e preto
Dave Matthews Band feat. Alanis Morissette - Spoon
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Refogadão de legumes
Nessa receita indico o uso de molho-agridoce, mas qualquer molho pode ser utilizado, desde o banal molho de tomate, até o bechamel, quatro queijos,o madeira, para yakissoba etcs. O objetivo do molho é tornar mais agradável a ingestão de legumes variados, salteados em pouco óleo. Um refogadão acompanhado simplesmente por arroz branco já é uma refeição completa.
Ingredientes:
1 pote de molho pronto de qualquer sabor. Neste exemplo foi usado o sabor chinês agridoce
2 batatas picadas
1 cenoura fatiada
1 pimentão picado
1 abobrinha italiana picada
2 xícaras de carne de soja hidrata e espremida
1 cebola em rodelas
1 xícara de salsa e cebolinha picadas
aprox. 30 ml. de óleo para refogar
1 copo, ou 250 ml. de água
*Se detestar carne de soja, não a use. Se quiser acrescentar outros legumes como vagem, ervilha torta, berinjela, madioquinha, aipo etcs, fique à vontade para inventar variações que se adaptem melhor ao seu paladar.
Modo de fazer:
Numa panela grande, aqueça o óleo e coloque a batata com a cenoura. Mexa por 3 minutos. Deseje o copo de água, misture, tampe a panela, e quando recomeçar a fervura, abaixe o fogo. Deixe-os cozinhar sozinhos por 5 minutos nesta emulsão, mexendo de vez em quando. Acrescente a abobrinha e o pimentão. Tampe a panela e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a cebola e a carne de soja. Tampe e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a salsinha, a cebolinha e o pote de molho. Mexa bem. Tampe. Cozinhe por mais cerca de 3 minutos, mexendo de vez em quando. Verifique principalmente se as batatas já estão cozidas antes de retirar do fogo.
Sirva com arroz.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Receita de Homus Tahine
Este patê de grão-de-bico é muito prático e versátil. Se for impossível encontrar o tahine (pasta de gergelim) procure colocar óleo de gergelim, disponível na seção de comida japonesa.
Soube que é possível fazer homus com grão de bico em conserva porém a recomendação é sempre fazer da forma clássica. Ou não.
Costumo degustar o homus com azeite extra, usando folhas de hortelã, fatias de pão pitta, fatias desfolhadas de cebola e até sticks de pimentão.
INGREDIENTES:
500g de grão-de-bico
4 colheres de sopa de tahine (pasta de gergelim)
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano fresco
2 dentes de alho picadinhos
sal e pimenta-do-reino, moída na hora, a gosto
3/4 de xícara (180ml) de água
2 colheres de sopa de azeite extravirgem
PREPARO:
Deixe o grão-de-bico de molho em uma vasilha grande durante a noite. Lave bem e cozinhe em fogo brando por aproximadamente 50 minutos ou até ficar macio. Coloque o grão-de-bico, o tahine, o suco de limão, o alho, o sal e a pimenta no liquidificador ou processador e triture bem. Adicione água suficiente para obter uma pasta cremosa e homogênea. Decore com salsa, alguns grãos e regue com azeite.
fontequarta-feira, 3 de agosto de 2011
Bolo de cenoura da vovó
Ingredientes:
4 cenouras médias fatiadas grosseiramente4 ovos
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de óleo
2 xícaras de chá de açúcar
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
Modo de fazer:
Unte e enfarinhe 1 fôrma de bolo. Pré-aqueça o forno por 5 minutos.
Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa lisa. Despeje na fôrma.
Leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos.
Para saber se está bom, espete um palito de dente que, se sair limpo, indica que o bolo já está assado.
Sugestão de cobertura:
4 colheres de sopa de leite
4 colheres de sopa de açúcar
2 coheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de chocolate em pó
Leve estes ingrediente numa panela ao fogo brando, mexendo até obter consistência cremosa. Despeje sobre o bolo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A prova anatômica da inexistência de Deus
- Sabe pq Deus é um péssimo arquiteto? Pq colocou o playground perto dum esgoto a céu aberto.
Na época, de fato pareceu-me estranho e meio nojento que as zonas erógenas localizassem-se na vizinhança do sistema excretor e evacuador de detritos humanos. Como menina, sexo deveria ser associado ao romantismo sonhador, poético. E não há nada de romântico no sistema excretor humano.
Muito depois até cheguei a compreender que o motivo disso é, como quase tudo evolutivamente, a economia de energia e a racionalização do espaço. As zonas erógenas seriam, portanto, próximas ao sistema excretor para economizar cabos e terminações nervosas. Ou, se visto de outra forma, as zonas erógenas o são apenas e tão somente pelo fato de localizarem-se nas vizinhanças do sistema excretor. E, de fato, alguns homens usam suas mulheres como se fossem latrinas nas quais aliviam suas necessidades fisiológicas, como Alice Walker estabeleceu nesta eloqüente imagem do clássico “The Purple Color”.
Mas não se refere ao sistema excretor, composto de órgãos com função mista (excretora e reprodutiva) que me refiro ao afirmar possuir uma prova anatômica da inexistência de Deus. Refiro-me a outro órgão, também com função mista.
Nossa faringe. A faringe possui a função mista de conduzir ora o alimento ao estômago, ora o ar aos pulmões. A seleção do destino é feita inconscientemente por uma válvula denominada epiglote, cárdia ou esfríncter. E é a burrice da epiglote a prova que Deus não existe. A epiglote matou ao longo da História mais seres humanos que todos os acidentes automobilísticos já ocorridos, combinados a todos os naufrágios e acidentes aéreos. A mal-feita e ineficaz epiglote é a maior arma de destruição em massa que já nos afligiu. E tanto mais cruel ela é por vitimar principalmente aos de mais tenra idade.
E pq sua ineficácia prova que Deus não existe? Ora, qualquer designer digno do nome poderia ter resolvido o problema fazendo um encanamento duplo, de forma a que o ar aspirado não fizesse o mesmo trajeto que os sólidos e líquidos consumidos. Ou talvez teria turbinado a epiglote com um sensor de densidade mais eficaz, ou com uma antecâmara pré-brônquios de forma a impedir o efeito colateral da confusão dos destinos: o engasgo.
Se a epiglote se engana mandado ar para o estômago, o máximo efeito colateral será um sonoro e engraçado arroto. Já se manda uma quantidade mesmo que ínfima de sólido ou líquido para os pulmões o resultado é um excruciante, doloroso, aflitivo, convulsivo, desagradabilíssimo, engasgo. A tosse é incontrolável. Nos recurvamos à frente, retesamos nosso tronco, nossa cara fica vermelha, sentimos uma sensação torturante de afogamento, um frêmito violento no fundo da garganta dos brônquios irritados querendo se livrar do corpo estranho, que sentimos, e tentamos manobrar com a língua, lá no fundo, sem nenhum sucesso. A não ser por endoscopia, não há como alguém voluntariamente desobstruir suas vias aéreas. A não ser com vigorosos tapas e socos nas costas, para os casos mais leves. :)
Pq o engasgo é tão mortal? Quem já cuidou de um bebê sabe perfeitamente. Sempre depois de mamar, comer ou beber qquer coisa, a criança deve ser apoiada contra o ombro do adulto e levar alguns tapinhas nas costas, até arrotar. Sempre. A cada vez que é alimentada. Cuidadosa e diligentemente, deve-se dar tapinhas nas costas do bebê até que ele arrote, toda santa vez. Isso é feito para forçar pela ação da gravidade as últimas gotas de líquido ou restinhos de sólido epiglote abaixo até o estômago. Pois se a criança for deitada com a laringe plena de restos de leite e comida, é muito provável que estes deslizem até seus pulmões, possivelmente bloqueando suas vias aéreas e levando o neném à morte por sufocamento.
Conforme a criança vai crescendo e deixa de ser um neném esse cuidado torna-se desnecessário pois com a maturação de seus sistemas, ela passa a ser capaz de tossir vigorosamente para livrar-se do engasgo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, a epiglote prossegue tão burra quanto era ao nascer e continua a errar o destino dos itens que transporta. Recentemente soube que isso causa um tipo grave e agudo de pneumonia.*
Infelizmente é comum entre as camadas mais pobres da população brasileira que médicos prescrevam a ingestão de óleo mineral para casos de constipação intestinal e “prisão de ventre” por ser, para isso, eficaz, e um item muito barato nas farmácias. Ora, como descobri ao engolir meu primeiro chiclete, humanos não devem ingerir derivados do petróleo, como deve ter dolorosamente descoberto Mark Wahlberg em “Three Kings”.
O que se passa é que ao ser engolido, parte do óleo mineral escorre para os pulmões, onde entope aos alvéolos. Se isso acontece com uma gota de suco de laranja, um pedacinho de cebola ou até um grão de arroz, os macrófagos darão conta de digerir o corpo estranho, e em pouco tempo o item terá sido metabolizado sem deixar seqüelas. Não se for óleo mineral. O óleo mineral não pode ser processado pelo organismo humano. Ele entope permanentemente os alvéolos que atinge, pelo menos até ser aspirado por intervenção médica via endoscopia. Esta pneumonia chamada lipoídica, se não diagnosticada ou tratada pode inclusive levar à morte dolorosa por uma lenta asfixia.
Outra informação, curiosa e irrelevante mas que não deixará de ser lembrada por meus contemporâneos e redundantemente ignorada pelos vindouros vai aqui: recentemente foi amplamente divulgado nos noticiários o caso de um velhinho, paciente terminal, que teve um tumor identificado por uma tomografia, cintilografia ou qquer tipo de exame “suuuper moderno” em 3D que acusou uma massa que crescia em um de seus pulmões. Resolveram abrir e operar. Grande surpresa teve o cirurgião ao extirpar não a um tumor maligno, mas um broto de ervilha. A epiglote do velhinho enganara-se mandando não uma partícula, mas uma ervilha inteira para seus pulmões. Por estar fragilizado, ele não a pôde tossir. Adicionalmente, a ervilha, mero detalhe, estava crua. E muito mais curiosamente, na ausência completa de Sol, encasquetada dentro de um alvéolo pulmonar, a ervilha germinou de forma vigorosa, se alimentando da corrente sangüínea do velhinho, a ponto de parecer aos médicos nos exames tratar-se de um tumor agressivo e maligno. Que teria se passado se não o tivessem operado? Cresceria um pé de ervilha inteiro dentro do pulmão do velhinho, na total ausência de Sol?
Tudo isto posto, creio que apresentei relevantes argumentos estabelecendo que Deus não pode existir pois só um incompetente completo desenharia tão mal o organismo que pretensamente seria o ápice mais perfeito de toda a criação, feito à sua Imagem e Semelhança.
Comumente pensam os ateus que aqueles que crêem na transcendência ou Suma Inteligência apenas o fazem por desconhecer aos argumento racionais que, de fato, desnudam diante de nossos olhos a imperfeição da criação, os paradoxos, ou mesmo a pura e simples falta de provas que afirmem que haja algum tipo de Grande Arquiteto por trás de tudo isso.
E este é o ponto que pretendo explicar: creio que Deus existe justamente pela imperfeição deste mundo, por perceber este tratar-se de um plano de aparência, do engano, da irrealidade, em que somos cegos mas achamos que enxergamos. É justamente por me sentir mal, desconfortável e inadequada neste corpo símio, peludo, sebento, fétido, que faz barulho e solta gases, com o playground a poucos centímetros das zonas mais nojentas do corpo, carregando nos centímetros cúbicos que ocupo mais células de organismos unicelulares do que de homo sapiens sapiens que sei que este não é o meu mundo. Se me colocarem num liquidificador chegarão à conclusão que sou mais composta de células bacterianas do que de um símio superior. E que não sou sólida, mas composta de 99% de vazio. Portanto, Deus existe. Garante toda esta flora que me sustém e todas as interações eletromagnéticas que me dão a impressão de ser sólida, e não vazada.
O mundo do sensório, da fome, do engasgo, das necessidades fisiológicas, me é profundamente incômodo. Os sentidos nos distraem, nos transtornam, nos desviam daquilo que é realmente importante e devemos nos ocupar. Aos poucos, pela vida, vamos aprendendo a desconfiar do que nossos próprios olhos vêem, do que as pessoas nos dizem, do que os jornalistas nos informam e até do que os professores nos ensinam. E lançados à profunda solidão do estarmos completamente perdidos e sem saber noss papel neste mundo, inventamos um Deus que nos ama e acolhe como um Pai bondoso.
E é justamente por saber que fui eu a inventar meu Deus e não o meu Deus a me inventar, pois ele não existe, que creio em Deus.
O “meu” Deus que tem que seguir os “meus” parâmetros historicamente determinados, do que é lógico ou adequado; este Deus, seguramente, não existe. O Deus que existe é um Deus muito além, intagível, incompreensível, incutucável. E tão magnânimo que não teve nojo de mandar centelhas de seu espírito para habitar nestes corpos simiescos, peludos e fétidos, com uma epiglote tão burra, uma grande assassina de bebês.
Enquanto escrevo isso luto contra uma casca de ervilha que teima em não querer ser tossida de meus brônquios. Mas foi ontem à noite que tive a idéia para este texto.
Talvez eu tenha engasgado de propósito...
Leia também: De como Deus me provou sua existência
*Grave é sinônimo de severo, e agudo é oposto a crônico. Portanto, uma doença pode perfeitamente ser grave e aguda ao mesmo tempo.
domingo, 22 de maio de 2011
Torta de Legumes
* Ingredientes da Massa:5 ovos
2 xícaras de chá de leite
4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
12 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó químico (bicarbonato de sódio)
3 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de chá de sal
2 pitadas de orégano
1 envelope de tempero pronto (Opcional)
- Pode-se substituir parte da farinha de trigo por farelo de aveia, quinua, amaranto, levedo de cerveja etcs.
- Após aprontar o recheio, bata todos os ingrediente da massa no liqüidificador
* Ingredientes do Recheio:
Cenoura ralada
Cebola picada
Tomate picado
Abobrinha picada
Vagem picada
Pimentão picado
Azeitona picada
Salsinha picada
Cebolinha picada
Milho
Ervilha
1 envelope de tempero de legumes em pó
Queijo prato ou mussarela picado
Azeite de oliva e sal à gosto
- Quantidades e elementos variáveis ao gosto do freguês.
- Embora a torta seja "de legumes", quem quiser fazê-la de sardinha, atum, carne moída, carne seca ou peito de frango desfiado pode adicioná-los ao recheio.
* Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em temperatura média (aprox. 10 minutos antes de colocar a torta)
Misture todos os ingredientes do recheio.
Unte (revista de margarina ou manteiga) e enfarinhe (jogue um punhado de farinha de trigo na fôrma de forma a cobrir a margarina que a untou com uma camada de farinha de trigo) uma fôrma quadrada - Isso é feito para a torta não grudar na fôrma. Não pule este passo.
Bata todos os ingredientes da massa no liqüidificador
Despeje na fôrma untada e enfarinhada a massa líqüida batida no liqüidificador.
Disponha sobre a massa os ingrediente do recheio. Espalhe-o nas bordas para não ficarem com pouco recheio.
Pode-se cobrir com queijo parmesão ralado ou gergelim antes de levar ao forno.
Asse por 40 minutos em forno médio.
Fica uma delícia mesmo servido frio. Não se assuste se ficar um pouco mole enquanto quente, é normal.
sábado, 14 de maio de 2011
Batata de buteco
Pelos botecos e pés-sujos da vida comum é encontrar sobre o balcão um grande pote de vidro repleto de batatas-bolinha curtindo em conserva, com aparência meio suspeita. Para os que nunca tiveram coragem de experimentar, uma versão caseira desta deliciosa e misteriosa receita, que preparei muitas vezes, segue abaixo.
500 grs. de batata-bolinha, também conhecida como “para conserva”
Meia cabeça de alho picado fino, aprox. 8 dentes, ou 80 grs.
1 cebola média picada em cubos (os amantes de alho como eu estão autorizados a prescindir da cebola)
Azeite de oliva à gosto. Mediterrâneos gostam de bastante J
Vinagre à gosto. Uso só o de maçã
Orégano, sal e cheiro-verde à gosto
Modo de preparo:
-Cozinhe as batatas. Alguns não as cortam, alguns as espetam inteiras com um garfo. Alguns (poucos e loucos) as descascam. Eu as corto só ao meio e sirvo com casca.
-Misture tudo. Deixe descansar por algumas horas para a batata absorver o sabor dos temperos.
PS.: Como sou da Esquerda Butequeira, é buteco, e não “boteco”. Ótimo aperitivo oleoso para proteger o estômago dos excessos pelos bares da vida. ;)
Salada de batata na maionese
12 batatas-bolinha ou 5 batatas “normais” – (o que seria uma batata “normal” e uma “anormal” ? rsrs) – aprox. 500 grs.1 cebola média fatiada em rodelas
3 ovos cozidos fatiados em rodelas
1 lata de ervilha escorrida, ou 200 grs. de ervilha descongelada
1 xícara de azeitona picada (aprox. 150 grs.)
2 mãos cheias de cheiro-verde picado (cheiro-verde é a combinação de salsinha e cebolinha) – aprox. 50 grs.
3 colheres de sopa de azeite de oliva
4 colheres de sopa de maionese
3 pitadas de orégano
Tempero pronto em pó para salada à gosto (uso o Fondor da Maggi, mas tb serve o Sazón salada)
Sal e glutamato monossódico (realçador de sabor umami) à gosto
Folhas verdes variadas: alface, rúcula, agrião, chicória, escarola, acelga, catalhuna, mostarda.
Modo de preparo:
-Cozinhe as batatas. Corte-as em cubos. As batatas-bolinha eu corto ao meio, e cada metade em 4, e não retiro a casca, rica em fibras.
-Escalde as rodelas de cebola desfolhadas. Escaldar é banhar em água fervente por 1 minuto, e escorrer. É só para “dar um susto” na cebola e tirar-lhe um pouco da dureza e picância.
-Misture tudo, com exceção das folhas verdes.
-Sirva a salada de batatas sobre uma “cama” de folhas verdes
Creme de Milho
3 latas ou 4 espigas de milho verde cozido (aprox. 600 grs.)
1 copo e meio de leite (aprox. 400 ml.)
1 cebola média picada em cubos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de amido de milho
Cebolinha verde e sal à gosto
Modo de preparo:
- Bata no liqüidificador 2 latas de milho escorrido com 1 copo de leite.
- Refogue no azeite e na manteiga a cebola com o restante do milho em grão.
- Despeje no refogado o conteúdo batido no liqüidificador e refogue.
- Após apurar por alguns minutos, dissolva o amido de milho no meio copo de leite (frio) restante. Abaixe o fogo. Despeje o copo de leite com amido na panela, mexendo com atenção por alguns minutos até o creme engrossar.
- Quando atingir a textura desejada, adicione a cebolinha e o sal.
*Dica: quem gosta do creme mais mole e fino pode adicionar um pouco menos de amido de milho e um pouco mais de leite.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Receita Exclusiva: Sanduíche Gêngis Khan
1 pão francês, ou baguette, de preferência integral
2 fatias de mussarela, queijo prato ou mesmo cheddar
2 salsichas
2 colheradas fartas de molho tártaro
1 mão-cheia de cebolinha picada
1 mão-cheia de grãos de milho cozido, ou ervilhas
1 mão-cheia de picles de pepino fatiado, ou alcaparras, ou azeitonas
1 mão-cheia de champignons fatiados, ou outro cogumelo
Abra o pão ao meio e o toste, com a abertura para baixo. Reserve.
Afervente as salsinhas e as corte transversalmente ao meio. Pegue o pão e passe doses generosas de molho tártaro (vale a pena se aventurar e comprar as deliciosas e diferentes versões internacionais). Num dos lados, coloque as fatias de queijo e sobre elas as salsichas. Na outra face disponha a cebolinha, o picles, o milho e o champignon. Leve novamente à frigideira, em fogo baixo, para tostar a outra face do pão.
Feche-o apenas no prato diante de vc. Sirva acompanhado de pimenta, mostarda, ketchup, molho de alho e molho barbecue.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
De como perdi meu primeiro emprego
Recentemente vi-me numa conversa entre amigos pós-universitários sobre nossos primeiros empregos. Um fôra office boy, outro atendente numa loja, uma terceira, secretária de uma dentista. Uma quarta comentou, reflexivamente, que seu primeiro trabalho remunerado dera-se apenas depois de graduada. Outro, que nunca tivera assim, propriamente, um emprego, apenas mesadas familiares e bolsas de estudo governamentais.
Percebi que dentre todos eu fôra a mais jovem a exercer atividade trabalhista regular e remunerada. Normalmente crê-se, ao menos no Brasil que quanto mais é postergado o momento de ingresso no eito, mais, em acepção espanhola, experto e preparado é entregue ao mercado de trabalho o cidadão. Discordo em todos os graus. Creio que quanto mais tardio o contato com o “trabalho”, menos disposto estará o cidadão em efetivamente “trabalhar”. Como se diz em minha terra, é de menino que se torce o pepino.
E que não distorçam-me lendo nisto apologia ao trabalho infantil. Mesmo que o próprio conceito de “infância” seja questionável, pronuncio-me aqui apenas a respeito de pessoas legalmente cônscias, excedidas a 14 anos.
O quê são os 14 anos? No Brasil, a idade mínima para o consentimento sexual. Certa vez expliquei a meus alunos:
- Se uma menina de 14 anos “transa” com seu namorado de 13 anos ela pode ser enquadrada como delinqüente no artigo de “estupro de vulnerável”, condenada e mandada para a FEBEM – Fundação CASA, cumprindo de 6 meses a 3 anos de “medida sócio-educativa de internação”.
Embora improvável, isto seria perfeitamente legal. Atualmente no Brasil a legislação prevê que a idade mínima para o trabalho são os 16 anos. Quando eu mesma era adolescente, eram 14 anos e foi por conta disso que aos 15 anos pude ter meu primeiro emprego.
Vi uma faixa no McDonald’s da avenida Anhanhia Mello, da janela do ônibus: “Estamos recebendo currículos”. Fui com meus colegas do colégio Chico e Romeu entregá-los e participar da entrevista. Como sou meio “outspoken”, o que seria meio-traduzido por algo entre faladeira e articulada, fui selecionada e eles não.
Para qquer menina brasileira de classe média-baixa é um orgulho ser recrutada para trabalhar no McDonald’s, um ícone multinacional.
Eu trabalharia no “restaurante” Anália Franco Drive, que seria brevemente inaugurado em frente ao canteiro de obras do então futuro Shopping Anália Franco, no canto milionário do Tatuapé, a 2 quilômetros da vila operária em que eu residia em casa alugada.
Meu treinamento deu-se na loja à rua Serra de Bragança, onde eu já comera muitíssimas vezes, próxima à praça Sílvio Romero, coração do Tatuapé. Lá aprendi o ofício. Orgulhosamente uniformizada, decorei até a temperatura em que cada hambúrguer deveria ser grelhado. Selecionada com o perfil de atendente “de salão”, e bilíngüe, lidava com os clientes e pouco trabalhei diretamente na cozinha.
Ao final do treinamento, fomos avaliados e recebemos notas de 0 a 100. Essas notas foram divulgadas numa reunião. Sem que eu me surpreendesse, obtive a maior nota, 97. Recebi então um adesivo de alguém segurando uma bandeja em meu crachá e um pin, ou bottom, exclusivo, para atachar ao meu uniforme.
Na semana seguinte inauguramos o AFD e havia um espaço em branco na parede assinalado pela placa “funcionário do mês”. Ora, sem modéstia, obviamente concluí que em breve estaria lá minha foto num sorriso exultante, afinal eu fora a que mais exemplarmente concluíra o treinamento.
Rsrsrs... Como eu era boba com 15 anos.
Cheguei num dia seguinte e vi, no espaço vazio, a foto de uma loirinha bonitinha num sorriso tolo assinalada como “Joyce”. Joyce fôra a segunda colocada na avaliação, com 96 pontos. Tinha eu 15 anos e senti coçar-me os brios, o que urgi em comentar em voz alta, publicamente, no refeitório:
- Como assim, a Joyce é a “funcionária do mês”?! Fui eu que recebi o pin! Fui eu a com a melhor nota! Por quê ela? Por que ela é loira? Por que ela é simpática? Por que ela é bonita?
Explicaram-se depois à boca pequena:
- É porque ela é do Drive. Já me disseram que é comum que os funcionários que atendem ao Drive Thru sejam privilegiados.
Compreendi então que no mercado de trabalho muito mais importante que a capacidade eram as coligações políticas: o lugar certo, o sorriso certo, a saudação certa na hora certa. E que mesmo que meu trabalho fosse melhor, o Drive Thru era politicamente mais importante. E também que a loirice de Joyce era mais plástica que minha latinidade.
Eu tinha 15 anos e não engoli isso a seco, não sem lutar. Por isso sei exatamente o motivo pelo qual fui rapidamente demitida. Na semana seguinte estava eu recolhendo o lixo do salão externo. Vindo do salão interno, outro atendente meu colega abordou-me para perguntar:
- Vc viu o Orlando?
Orlando era nosso sub-gerente, subordinado ao todo-todo meu xará Fernando. Não contive, em minha adolescência, minha língua coçando numa insinuação maldosa, amarga e pretensamente espirituosa:
- Não vi o Orlando. Deve estar por aí puxando o saco do Fernando.
Meu colega atendente retornou à cozinha e eu reenfoquei-me no meu serviço. 3 minutos depois vi descer pela escada do andar superior não só o sub-chefe Orlando, mas também o mega-chefe-xará Fernando. E enquanto desciam as escadas, dirigiram-se um após o outro certo olhar fulminante.
Como fôra "um certo olhar" e não "um olhar certeiro", torturou-me por 3 dias a dúvida: “Será que eles ouviram, do andar de cima, aquela frase despretensiosa, e cria eu, sem conseqüências, que eu soltara sem pensar, especialmente que mais alguém ouviria?”
No terceiro dia tive a resposta. Ouviram-me.
Chamou-me outra sub-chefe, oxigenada. E a outra atendente da minha “turma”, Karina SS. Disse entre robótica e contrita: “Então, este restaurante não teve o movimento esperado e vamos ter que dispensar vcs duas.”
Fiquei completamente chocada. Achei que talvez eu fosse levar um pito, ser advertida, chamada para uma conversa. Nunca, sumariamente, demitida. Então caiu a ficha de uma frase que eu já ouvira muitas vezes: que eu tinha uma “língua de trapo” ou “de sapo”.
Até então eu achava que a veracidade, autenticidade e sinceridade eram virtudes. Quando, por conta delas, perdi meu primeiro emprego, percebi que estes podem ser defeitos, dependendo do mundo em que se vive. No McDonald’s, com certeza veracidade, autenticidade e sinceridade são defeitos e a superficialidade, cegueira e mudez são virtudes. E não só nesta multinacional, mas em qquer empresa que aglomere muitas pessoas, especialmente mulheres.
Ganhava eu então, em 1998, R$1,46 a hora. O que devia dar algo como US$ 0,60 por hora. Pensem o que quiserem, orgulhava-me eu de ganhar, aos 15 anos, com o suor do meu rosto, meu dinheirinho para minhas coisas adolescentes. CD’s, sessões de cinema, revistas, roupas, refrigerantes.
Assim, com minha primeira demissão, comecei a aprender a ser hipócrita e a não dizer abertamente o que penso. E também que, mais importante que a efetiva capacidade de trabalho, eram as relações pessoais. Quisera eu já ter-me conformado e aprendido tudo isso, mas minha língua cotidianamente coça, e não consigo controlá-la, comprometendo-me socialmente, ainda hoje, com isso. Triste.
Não que eu tenha a língua solta, mas que a sinceridade seja, em nosso mundo, defeito.
“Da palavra não dita és senhor. Da palavra dita és escravo” - Abraham Benson.
Portanto, se os leitores querem um conselho que seguramente não vão seguir, mas sobre o qual deveriam ao menos pensar: aprendam a controlar a própria língua e a não falar tudo o quê pensam. E, especificamente, além do falar, publicar na Internet. Isto torna imprescritível cada pequeno deslize. Todos devemos preocupar-nos com isso.
Ditado popular: Deus nos deu dois ouvidos e uma boca para ouvirmos o dobro do que falamos.
Outro: em boca fechada não entra mosca. Mais um: quem fala o quê quer ouve o quê não quer. Feqüentemente negligenciamos tolamente a sabedoria que os "ditos populares" nos legam.
A Internet ecoará pela Eternidade. Permita Deus. Um dia meus netos agradecerão ao Dr. Orkut e aos Srs. Facebook a oportunidade de conhecer-me, em toda a minha inconseqüente, adolescente, espontânea, irrefletida, específica, latino-americana à paulista, autenticidade avacinada. :) Ou nos amaldiçoarão, caso eu mesma macule meu nome. Como disse recentemente Bernie Madoff: o sobrenome de sua descendência foi maculado. Permita minha recentemente nascida prudência que eu não incorra neste pesar.
sábado, 11 de setembro de 2010
Como ser uma pessoa radicalmente saudável
Pouquíssimas vezes fiquei doente em minha vida. Nunca quebrei nenhum osso, precisei fazer nenhuma cirurgia, ficar internada ou tomar anestesia que não fosse odontológica.
Isso pode ser devido a diversos fatores, três deles pretendo analisar aqui.
1 - Boa herança genética. Não pretendo defender a eugenia, muito pelo contrário. Creio que a ser correta minha hipótese genética ela seria devida ao princípio biológico do “vigor do híbrido” que diz que quanto mais “misturada” é a carga genética de uma pessoa, mais forte e saudável ela será.
Como toda boa brasileira, para citar o presidente-sociólogo Fernando Henrique Cardoso, tenho “um pé na cozinha”, ou melhor, um na cozinha e outro na área de serviço. Apesar de meu fenótipo “branco”, “caucasiano” ou “latino” sei, por já haver conversado com meus antepassados a respeito, que tenho sangue tanto indígena quanto negro. Esta variabilidade genética que meus ancestrais me garantiram diluiu possíveis genes defeituosos, recessivos e patogênicos.
2 – Ser a filha caçula. De três irmãs. Poucos sabem a respeito da ocorrência não de uma doença, mas de um fenômeno cultural burguês que é a “síndrome do filho mais velho”. Pergunte a qualquer pessoa que é alérgica, asmática ou que tem problemas imunológicos se ela é a filha mais velha: tenho 80% de certeza que essa pessoa é a primogênita de seus pais. Por quê? Porque no nosso mundo asséptico pequeno-burguês as mães tendem a ser muito mais cuidadosas com seu precioso, e virtualmente único, filho mais velho: tudo é fervido, pasteurizado e higienizado ao extremo. O precioso filho mais velho é privado do contato com organismos patogênicos da “sujeira” normal do dia-a-dia e portanto seu sistema imunológico não se desenvolve normalmente e fica enfraquecido.
Não que a mãe ame menos aos seus filhos posteriores, mas ao nascimento do segundo filho a mãe, mais experiente e menos insegura, sabe que tanto cuidado e pasteurização são desnecessários, e tende a “relaxar” um pouco mais, permitindo que seus demais filhos entrem em contanto com a “sujeira” normal do dia-a-dia, o que desenvolverá melhor as defesas de seus caçulas.
3 – Ser bem nutrida. Desde muito jovem, não sei se por gosto pessoal ou incentivo familiar, sempre gostei muito de comer todos os tipos de vegetais.Como toda criança, tinha das minhas frescuras. Por exemplo, um vegetal que eu me recusava a comer era o banal tomate. Eu dizia que não gostava. Como não há nada de errado no gosto do tomate, um dos vegetais mais populares do mundo, era uma clara barreira psicológica. Como a que por séculos, descobri depois, impediu a popularização desta fruta/legume, de origem americana, na Europa: a plebe achava que o tomate era venenoso. Talvez eu, atavicamente, preservasse esse preconceito alimentar: não só eu não comia o vegetal cru, como sob nenhum forma. Minha macarronada era ao alho e óleo, minha pizza precisava ser “untada” com margarina; ketchup, nem pensar. Não sei a que altura da minha infância, deixei essa frescura de lado e incluí o delicioso, licopenizado e portanto anti-cancerígeno tomate em minha dieta.
Apesar do porém passageiro do tomate, minha alimentação era muito variada: meu avô brincava comigo de que tanto comer alface eu ficaria verde como o incrível Hulk, o que eu achei muito legal. Ainda hoje, adoro um pratão de salada crua, pleno de folhas de todos os tipos e vegetais dos mais variados. Adoro fibras, produtos integrais, orgânicos, enriquecidos. Ao fazer uma receita, sempre que possível procuro incluir ingredientes nutritivos: farelo de trigo, aveia, linhaça, azeite de oliva, quinua, castanhas, amaranto, levedo de cerveja e todo tipo de item “nova era” que prometa, ou entregue, uma saúde fortalecida e uma nutrição privilegiada e completa.
Certa vez num acampamento, comendo apenas coisas “mortas”, industrializadas e plenas de conservantes, senti-me quase que murchar: no meio de tantos carboidratos e proteínas baratas e refinadas, faltava-me comida “de verdade”, colorida, viva, crua, cheia de nutrientes e de energia vital.
Claro que eu prossigo cheia de tabus alimentares e coisas que, estupidamente, me recuso a comer, como qualquer tipo de peixe ou fruto do mar. Devido a trauma de infância. A alimentação, para a criança, não deve ser forçada, nem uma obrigação, mas um prazer sensorial. Não como peixe pois me lembro que quando criança, ao me recusar a comer uma peixada, minha mãe trancou-se no quarto comigo com um prato cheio e me obrigou a comer, forçando as colheradas goela abaixo. Daquela vez ela venceu, eu comi. Mas depois dessa experiência deletéria e desagradável, nunca mais comi nenhum organismo aquático em minha vida. Hoje em dia, publicamente, ao invés de explicar isso, é mais fácil alegar que sou alérgica a peixes e frutos do mar. É uma saída fácil, que encerra a questão. Às vezes, em tom jocoso, digo: nós, humanos, somos animais terrestres, portanto, comer animais aquáticos é anti-natural. Confissão: num recente churrasco de amigos, vendo um belíssimo salmão, bem rosado e alvo na grelha, não resisti: quando ninguém estava olhando, peguei uma lasca e experimentei. Não tinha gosto de nada. Talvez a barreira psicológica tenha sido maior que meu experimentalismo, boa-vontade ou desapego.
As crianças não devem ser forçadas, mas estimuladas a comer. Creio que quando, diante de uma refeição familiar, a criança diz: “eu não gosto disso” a postura correta deveria ser: “bom, se vc não quer comer, não coma, porém, esta é a comida que temos e se vc não quiser comer, ficará com fome.” Por duas ou três refeições a criança pode até passar fome, na quarta, com o estômago roncando, com certeza, ela comerá. Essa persistência pode ser difícil para uma mãe insegura, mas será extremamente benéfica para a educação nutricional de seus filhos. Além de ensinar-lhes a humildade de que eles não são mais especiais ou importantes que os demais membros da família, e que se a comida é boa para todos os seus familiares, é boa para a criança também. Também pode-se argumentar: “vc acha que sua mãe, que cuida tão bem de vc, te daria para comer alguma coisa que te faça mal? Ou vc acha que eu pus veneno na sua comida?!”
Anuir aos preconceitos alimentares das crianças é validá-los. De forma nenhuma um adulto deve concordar ou usar subterfúgios para desconversar ou desviar a atenção a respeito das frescuras alimentares de sua prole. Sempre, expressamente, deve-se deixar claro que a recusa em comer qualquer ingrediente é preconceituosa, desrespeitosa e pouco saudável. Mas através da conscientização, do exemplo e da tenacidade, nunca da violência. A criança deve ser persuadida, convencida, estimulada, a experimentar um novo sabor; nunca forçada. Se a argumentação não convencê-la, não deve-se preparar uma comida “especial” para a criança nem oferecer-lhe snacks: bolacha, iogurte, salgadinho. A comida é aquela, para todos da família. Não quer comer? Vai ficar com fome. Simples assim.
Dos três ítens acima, creio que o maior responsável pela minha complexão saudável é o fator nutricional. De nada vale uma boa herança genética e um sistema imunológico bem preparado se vc não mantém tudo isso em dia com um bom fornecimento de vitaminas, proteínas, fibras, micro-nutrientes e sais minerais. Portanto nutram-se bem, e ensinem a seus filhos a importância da boa alimentação.
Dica fácil, rápida e prática: para turbinar seu sistema imunológico, coma duas castanhas do Pará por dia: isso fornece a porção diária de selênio fundamental para manter em dia as defesas de seu organismo.





